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Como descobrir quanto vale o seu imóvel





Veja quais são os recursos que podem ser usados para definir um valor para o seu imóvel



Priscila Yazbek, de Exame.com

                                                                                                Divulgação/Imovelweb

Para quem precisa apenas de uma noção vaga do valor, sites podem fornecer esse tipo de informação
São Paulo – Existem algumas maneiras de avaliar o preço do seu imóvel. Umas são mais apuradas e indicadas para quem deseja estipular um valor mais preciso ao colocar o imóvel à venda. Outras, mais superficiais, podem ser indicadas para quem apenas quer ter uma noção sobre o valor do seu patrimônio. Confira a seguir o que fazer para precificar seu imóvel.
Consulte um corretor
Para quem precisa definir um valor para o imóvel porque tem o objetivo de vendê-lo, o melhor caminho é a consulta a um corretor de imóveis.
Quando o imóvel é colocado à venda em uma imobiliária o mais comum é que ela faça a avaliação sem cobrar nada por isso. Mas, caso o proprietário queira consultar um corretor apenas para isso, ele cobrará um valor à parte pelo serviço.
Os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis divulgam em seus sites uma tabela com os honorários dos principais serviços executados por corretores, como os percentuais de comissões por venda, locações e avaliações do valor do imóvel. Em São Paulo, uma avaliação por escrito é fixada em 1% do valor do imóvel e um parecer verbal custa, no mínimo, uma anuidade do Creci, que em 2013 é de 456 reais.
Segundo o presidente do Creci, José Augusto Viana Neto, na maioria dos casos os corretores visitam o imóvel e sugerem o valor ao proprietário verbalmente. Mas, também é possível solicitar uma avaliação documentada, o chamado “Parecer técnico de avaliação mercadológica”. “Esse documento fornece um valor para o imóvel e explica em detalhes porque foi determinado aquele preço. Ele inclui dados da estrutura do imóvel, comparativos de imóveis semelhantes vendidos na região e informações sobre zoneamento, infraestrutura e de mobilidade urbana”, diz.
Qualquer corretor pode opinar sobre o valor de uma propriedade, mas para elaborar o parecer técnico, o profissional precisa ter o título de avaliador imobiliário, que é garantido a corretores que têm diploma de curso superior em gestão imobiliária ou de especialista em avaliação imobiliária concedido por cursos do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). É possível consultar a lista dos corretores com título de avaliador imobiliário no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (CNAI), no site da Cofeci.
Viana explica que o documento é essencial em situações nas quais parentes ou cônjuges em processo de divórcio discordam sobre o valor de um imóvel herdado ou compartilhado prestes a ser vendido. Também é usado em permutas de imóveis ou em caso de inadimplência, quando o imóvel é tomado por um banco e o proprietário considera que a propriedade tem um valor maior do que aquele indicado pela instituição.
Para proprietários que não se encontram nessas situações, o parecer técnico pode ser apenas uma maneira de se resguardar nas negociações. “O parecer técnico é muito bom para que a pessoa não tenha ansiedade ao fazer o negócio, porque o proprietário passa a conhecer o preço de mercado do seu imóvel e entende exatamente se está o vendendo por um preço acima ou abaixo do seu valor”, afirma o presidente do Creci.
Ele acrescenta que, no caso da venda de imóveis usados, como a negociação é permeada por muitas contrapropostas, o parecer técnico é apresentado para dar base ao valor estipulado pelo vendedor.

Como foi 2012 para o mercado imobiliário e as expectativas para 2013


O ano de 2012 foi marcado por uma estabilização do mercado imobiliário. Nos últimos anos o setor passou por um “boom” insustentável a longo prazo. Os imóveis eram vendidos com muita velocidade e os preços alavancaram. Já em 2012, a economia brasileira não teve o crescimento esperado, por isso, a demanda ficou reduzida.

De fato, este ano não pode ser considerado ruim. Nos anos anteriores, a valorização do mercado imobiliário chegou aos 70% . Em 2012 foi de 10%, alguns empresários podem reclamar, mas o fato é que eles estão mal acostumados. Esse valor representa a consolidação do setor no Brasil. O mercado de imóveis está conectado com a situação econômica do país. No segundo e no terceiro trimestre, as finanças brasileiras não andaram muito bem, contudo o setor continuou em alta.

Além disso, China e Estados Unidos passam por momentos de recuperação econômica. Europa e Argentina continuam em crise. Esse cenário mundial nada animador traz reflexos negativos ao mercado brasileiro. Em compensação, o número de novos consumidores com poder aquisitivo e crédito disponível continua crescendo. Isso evita uma estagnação do mercado.

Já para 2013, as perspectivas são um pouco melhores. O Brasil deve voltar a crescer, o que significa mais contratações, consumo e mais áreas de escritórios e galpões. Com isso, a media de renda per capita aumenta e o acesso aos financiamentos imobiliários ficam ainda mais facilitados.

Muitos imóveis vendidos nos anos anteriores serão entregues aos proprietários em 2013. Com isso, a população poderá notar mais facilmente o crescimento do setor e a verticalização das cidades. Os corretores devem estar desconfiados, porém o próximo ano deve ser um pouco melhor que 2012, mas nada comparável há dois ou três anos atrás.


16/01/2013
William Cruz – Colunista do PortaisImobiliários.com.br
REDIMOB - REDIMOB | Como foi 2012 para o mercado imobiliário e as expectativas para o próximo ano

Cidades verdes



Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito em “cidades verdes” como sinônimo de cidades sustentáveis, mas o conceito de desenvolvimento sustentável traz em si características, não apenas de respeito ao meio ambiente como também formas de atuação economicamente viável e socialmente justa.

No aspecto ecológico, devemos fazer um uso mais racional de nossos recursos naturais, como o consumo de energias renováveis, a redução de poluentes e de resíduos, além, é claro, da proteção ambiental. No viés econômico, temos que adotar uma gestão mais eficiente de nossos recursos financeiros, sejam eles públicos ou privados. Precisamos de um fluxo contínuo de investimentos públicos e privados para prover as plataformas de sustentabilidade e promover melhor distribuição de renda. E no social, incentivar a construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada, com melhor qualidade de vida, mais saúde e com a criação de oportunidades de educação e emprego.
Dentro dessas premissas, nosso grande desafio é promover o desenvolvimento sustentável, ou seja, crescer de forma ordenada, planejada, levando em conta o futuro desta e das gerações que virão. E, acreditem, o problema não está lá fora, no vizinho. Faz parte de nossa vida e está dentro de nossas casas, assim, como as soluções.
O estilo de vida que levamos atualmente tem a ver com geração de riquezas, de conhecimento, de longevidade, mas também com o alto acúmulo de lixo e de poluentes, com a alta taxa de impermeabilização do solo, com a degradação de córregos e rios, com a falta de segurança e com a difícil mobilidade urbana.
O crescimento desordenado de nossas cidades trouxe, ao invés de sustentabilidade, enchentes, desmatamento, ocupação de habitações em áreas de risco, desemprego e escassas oportunidades de trabalho próximo de casa, entre outras coisas. Os governos, sem a cooperação efetiva da sociedade, não conseguem conter esta realidade. É preciso o apoio de ONGs, Movimentos, Associações e, principalmente, da sociedade civil e das parcerias público-privadas.
Então não há saída à vista: ou mudamos nosso comportamento individual em relação à manutenção do planeta e reeducamos nossas atitudes com mais responsabilidade no consumo e na degradação ambiental ou arcamos com a culpa pela perda de qualidade de vida e, futuramente, pela escassez de recursos naturais, como água, energia e ar, elementos básicos para nossa sobrevivência.
Recentemente, a Rede Nossa São Paulo lançou o “Programa Cidades Sustentáveis”, cujo objetivo é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que possamos nos desenvolver de maneira econômica, social e ambientalmente sustentável. O programa oferece instrumentos e indicadores de sustentabilidade, propõe campanhas de mobilização para o voto mais consciente, e uma plataforma de intenções, para adesão dos candidatos aos cargos eletivos, que se comprometerem no engajamento do desenvolvimento sustentável. Essa grande pressão social visa os candidatos das eleições de 2012. Com isso, a expectativa é criar sociedades inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma boa qualidade de vida e que permitam a participação dos cidadãos em todos os aspectos relativos às atividades públicas.
O modelo foi pensado a partir de experiências europeias, mas no Brasil já temos casos de cidades que estão alinhadas com projetos sustentáveis. Curitiba, no Paraná, por exemplo, é considerada uma das 10 cidades mais sustentáveis de todo mundo. Diadema, na grande São Paulo, que há dez anos era um local com altíssimos índices de violência, adotou, em 2001, um Plano Municipal de Segurança, para reduzir os indicadores de criminalidade, especialmente homicídios, por meio de políticas de inclusão social, baseadas na prevenção, na melhoria da qualidade de vida e na promoção da cultura da paz junto à população. Os resultados já começam a aparecer: hoje a cidade reduziu em 60% na taxa de homicídios, em 55% a violência doméstica e de gênero, diminuiu em 80% os tratamentos sanitários de emergência e em 30% os acidentes de trânsito. Cubatão, na Baixada Santista, ficou conhecida, no passado, como a cidade mais poluídas do Brasil por sua vocação industrial. Pois bem, esse município transformou-se em exemplo no combate aos poluentes. Em 1992, recebeu da ONU o título de “Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental”.
São casos isolados, mas são iniciativas louváveis, que devem ser seguidas. Em São Paulo, megalópoles que todos conhecemos, já existem bairros planejados, que prezam pela sustentabilidade local. Esses bairros – e o Parque dos Príncipes é um deles – foram concebidos para facilitar a inter-relação entre os moradores, a amizade, as atividades de lazer e cultura, a qualidade de vida, o bem-estar social, a manutenção das áreas verdes e o incentivo a coleta seletiva, a segurança dos habitantes e, no sentido, de unir esforços nas reivindicações junto aos poderes públicos.
Isoladamente é mais difícil acompanhar o cumprimento das promessas dos governantes, mas as associações de bairro e de moradores podem promover ações comunitárias com mais facilidade e estabelecer modelos e políticas locais que satisfaçam as necessidades de cada logradouro.
O equilíbrio, entre o desejo da sociedade humana e as medidas de preservação da natureza, passa por um ecossistema que está, a cada dia, mais urbano. Somente pensando localmente se evitará o aumento da expansão urbana sem planejamento. A ideia de bairros planejados, auto-suficientes, pode contribuir e muito para a formação de cidades sustentáveis.
Parafraseando o grande arquiteto Oscar Niemeyer, “Não basta fazer uma cidade moderna; é preciso mudar a sociedade”. As cidades são constituídas por seus habitantes. Somente terão condições de mudar para melhor quando os hábitos e o modo de pensar das pessoas evoluírem, quando mudarem individualmente. Todas as cidades podem tornar-se sustentáveis, respeitando os direitos básicos de cada cidadão, desde que consigam a adesão de seus governantes e de sua população.
Alcançar o desenvolvimento e encontrar um modo de vida sustentável exige mudança de comportamento, acolhimento do outro e do ambiente em que se vive. Com esforço, educação e motivação, naturalmente e sem perceber, chegaremos ao patamar desejado de um mundo ideal, de respeito mútuo e de sustentabilidade.
* Reinaldo Franco é morador do Residencial Parque dos Príncipes (Butantã, São Paulo) e ocupa o cargo de presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP)

Fonte: portalvgv 27/02/2012, por Reinaldo Franco

LONGA CAMINHADA



A nova equipe do Banco Central fez subir ligeiramente os juros nesse início de 2011. De acordo com os técnicos, o aumento veio para coibir a pressão inflacionária localizada na elevação dos preços dos alimentos.
Nesse cenário, que combina expectativa de crescimento continuado e tendência à elevação de preços na economia como um todo, onde também respiram razoáveis índices de inadimplência, alguns articulistas da área econômica questionam a sustentabilidade do crescimento acelerado do financiamento imobiliário.
A dúvida remete-se ao início da crise econômica global iniciada em 2008, quando certo tipo de papéis do mercado acionário dos EUA, vinculados ao mercado de financiamento imobiliário daquele país, foi responsável por aquilo que os economistas chamaram de bolha especulativa. Na época, após uma fantástica valorização geral dos imóveis, a economia parou repentinamente de crescer, e aqueles que compraram imóveis financiados por longo período não conseguiram manter o pagamento de seus financiamentos. A inadimplência ganhou a proporção de uma gigantesca bola de neve, e o preço de mercado dos imóveis despencou, atingindo algo em torno de 1/3 de seus valores de contrato. Foi a tal da quebradeira geral, iniciada lá na terra do tio San e propagada ao resto do mundo.
Ocorre que a tal bolha dos derivativos financeiros atingiu uma economia onde mais de 80% das pessoas compram suas casas com financiamento e possui talvez o maior índice de endividamento familiar do mundo, e o maior deficit público do planeta, apesar de ainda ser a maior economia do mundo. Assim, estamos falando de uma realidade econômica altamente vulnerável, onde lucros financeiros fantásticos e de altíssimo risco foram realizados por conta de uma rápida valorização imobiliária sem o lastro de um crescimento sadio e sólido da economia.
Nossa situação, em certo sentido, é diametralmente oposta. No Brasil atual, embalado pelo crescimento das aquisições de imóveis com financiamento, alavancadas pelo programa Minha Casa Minha Vida, o percentual total de imóveis adquiridos através de financiamento habitacional não chega a 4% em  relação ao PIB. A economia está crescendo de forma razoavelmente equilibrada em todos os setores, apesar dos desequilíbrios a corrigir na balança de pagamentos. A inadimplência familiar manteve-se estável, com pequena alta, mas diminuiu sensivelmente quando olhamos para o universo corporativo, para as empresas, o que indica saúde econômica e confiança no crescimento... Tudo isso significa, num primeiro olhar, o seguinte: 1- nossos financiamentos têm um longuíssimo caminho aberto para o crescimento; 2- os bancos e o mercado imobiliário trilham um caminho distante do alto risco, experimentando anos de crescimento sólido, com perspectivas claras e confiáveis de continuidade.
Bem, dizem os economistas que o Brasil foi dos últimos países a entrar na crise, e um dos primeiros a sair dela. Certamente o mercado imobiliário jogou e continua a jogar um papel decisivo nesse percurso, criando empregos e fazendo crescer de renda.
Temos pela frente uma longa caminhada. O passo deve estar ajustado ao ritmo conveniente das longas jornadas.

Marco Dias

PREÇO É DIFERENTE DE VALOR


Encontrar o preço de venda é mais difícil do que se pensa

Uma das maiores dificuldades que o mercado imobiliário, de unidades avulsas, é o desencontro existente entre os requisitos de interesse dos proprietários, quanto ao valor de sua propriedade e o preço de mercado.

Ocorre, na maior parte dos casos, que o proprietário tem uma noção romântica e emocional de sua propriedade, já que o adquiriu com muito sacrifício financeiro, levou muitos anos para quitar, realizou obras de instalação ou reformas com muito trabalho e despesas, fazendo tudo ao seu gosto e de sua família, por este fato estima um valor, geralmente alto em relação aos preços praticados no mercado com boa liquidez e pronta venda.

Ora, quando um comprador busca a aquisição de uma propriedade residencial , tem as suas pretensões, ampliadas, pois é muito natural que as pessoas queiram dar aos familiares o que de melhor pretendem e gostam.

É assim que os compradores sempre procuram requisitos além de suas possibilidades financeiras.

Está no trabalho técnico de um profissional da corretagem a competência de análise desses fatores para que possa encontrar o equilíbrio entre as partes.

Por existir uma grande diferença entre valor do imóvel e o preço de venda (preço de mercado) desse imóvel é que é necessário que o profissional realize uma perfeita análise de mercado e não uma avaliação patrimonial.

É o mercado que comanda os preços, pois, para se encontrar este ponto de liquidez, é necessário que se leve em consideração muitos e variados fatores, que podemos relacionar a seguir:

 Localização / Ponto / Vizinhança / Distância da praia / Poluição.

 Segurança / Infra-estrutura de serviços e lazer, no bairro e no edifício

 Oferta de transporte e comércio nas proximidades.

 Facilidade de acesso / Estacionamento / Garagem.

 Andar / Posição no andar / Vista / Elevadores / Insolação.

 Idade do imóvel / Qualidade da construção / Especificações.

 Estado de conservação da unidade e do edifício

 Benfeitorias / Previsão de reforma / Instalações.

 Conformação física (layout / planta-baixa) / Funcionalidade.

 Infra-estrutura de serviços públicos e privados.

 Situação jurídica e fiscal / Taxa condominial e IPTU / Foro / Laudêmio.

 Forma de pagamento / Prazo de entrega / Poluição ambiental.

 Análise da atual conjuntura de mercado / Previsão de modernização.

 Análise da relação entre oferta e procura e de custo operacional.

 Pesquisas realizadas junto ao mercado imobiliário da região.

 Outros diversos fatores usuais na formação de preço.


Autor : Prof. Ari Travassos
Corretor de Imóveis, Gestor de Negócios Imobiliários, Pós graduado em Direito Imobiliário, diretor do CECOI - Centro de Estudos da Corretagem Imobiliária e Diretor do Instituto Ari Travassos de Marketing Imobiliário.

Corretagem de imóveis cresce como 2ª carreira

Com mercado em alta, profissionais de diversas áreas, como engenharia e medicina, adotam a venda de casas e apartamentos como nova atividade

Fernando Scheller - O Estado de S.Paulo

A aceleração do mercado imobiliário - em São Paulo, as vendas cresceram 75% no primeiro trimestre - se reflete na busca por corretores. Na Imobiliária Lello, na capital paulista, a área de vendas foi reforçada em 15% para fazer frente à busca por casas e apartamentos.

Oferecendo horário flexível e comissão de cerca de 3% a cada unidade vendida - em um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, o valor a ser recebido é de cerca de R$ 15 mil -, o setor atrai profissionais de diversas formações, da engenharia à medicina.

Segundo Roseli Hernandes, diretora da Lello, a possibilidade de fazer o próprio horário e de conciliar o trabalho com outras atividades - mesmo que seja cuidar da família - estão entre os atrativos da profissão. Os corretores de imóveis são o que se chama de "profissional-empresa": trabalham como prestadores de serviço para as imobiliárias, que em troca oferecem sua base de dados para venda e locação. O ganho depende inteiramente do que a pessoa vender. "O profissional fica com entre 40% e 50% do valor da comissão, de 6% do valor da venda", diz Roseli.

O requisito básico para o exercício da profissão, de acordo com o diretor de comercialização e marketing do Secovi-SP, Luiz Fernando Gambi, é o curso de Técnico em Transações Imobiliárias, o TTI, que pode ser obtido em cerca de seis meses.

Gambi conta que deixou a engenharia durante a época de "vacas magras" do setor, nos anos 80, para se dedicar à corretagem. Para prosperar na atividade, diz, é preciso deixar a "mentalidade de assalariado" para trás. "Você é uma empresa", resume. "É preciso trabalhar com planejamento de fluxo de caixa, saber que a venda de hoje te dá um horizonte para um período sem renda", explica o especialista.

Nova fase. O médico veterinário Roberto Moreira Filho, 52 anos, manteve uma clínica por mais de 20 anos. Em 2007, deixou o negócio que havia sido fundado pelo pai, em 1957, para se tornar corretor. "Fiquei 12 anos sem tirar férias. Trabalhava todos os dias, inclusive domingos. Na sexta-feira no fim da tarde, chegava um cachorro atropelado e eu não podia dizer ao dono desesperado que meu dia de trabalho tinha terminado."

Moreira Filho resolveu usar o bom relacionamento na Mooca, bairro onde vive desde criança, para exercer o "lado comerciante". Após tirar o registro profissional, especializou-se em oportunidades na Zona Leste da capital paulista.

Segundo ele, o trabalho de duas décadas na clínica ajudou na administração dos altos e baixos da nova profissão. "Sou um profissional autônomo. Sei que posso ganhar uma comissão de R$ 33 mil em um mês e não vender nada no outro."

Segundo o corretor, a nova atividade permite um esquema flexível de trabalho. "Às vezes, fico na empresa até as 22h esperando um cliente. Em outros, estou livre às 16h. Apesar da correria, é mais tranquilo (que a clínica)."

Fonte: Estadão On-line - 20/05/2010




IBOPE Inteligência revela as tendências do mercado imobiliário em São Paulo e Rio de Janeiro


Pesquisa mostra que 22% das famílias cariocas e 27% dos paulistas têm intenção de comprar um imóvel

O IBOPE Inteligência apresenta ao mercado um novo levantamento da pesquisa Tendências Imobiliárias, que traz informações estratégicas para o mercado imobiliário. A pesquisa representa o universo de aproximadamente dois milhões de famílias residentes na Grande São Paulo e um milhão de famílias na Grande Rio de Janeiro pertencentes às classes A, B e C1, que são aquelas com maior potencial para adquirir imóveis.

Os resultados mostram que 22% das famílias do Rio de Janeiro e 27% das famílias de São Paulo - das classes A, B e C1 - têm intenção de adquirir um imóvel. Em São Paulo, 40% das famílias moram em imóveis alugados e outros 12% dividem o imóvel com pais e outros parentes. No Rio de Janeiro 38% pagam aluguel e 13% dividem a moradia.

Com relação ao tipo de imóvel desejado (casa ou apartamento), os consumidores se dividem claramente, de acordo com seu poder aquisitivo. Famílias de maior renda (classes A e B1) declaram-se mais interessadas em comprar apartamentos, enquanto os consumidores de renda média preferem casa.

A necessidade de mais espaço e liberdade são apontadas como as maiores razões para compra de uma casa. Há, contudo, grande preocupação com a questão da segurança. Dentre os interessados em adquirir apartamentos, a segurança figura como o fator de maior importância, com 81% de prioridade em São Paulo e 79% no Rio de Janeiro.

Apenas 9% dos consumidores paulistas e cariocas pretendem comprar um imóvel na planta. Os demais irão buscar imóveis prontos, usados ou recém-construídos.

Quanto às características do imóvel, a preferência das famílias é por imóveis com dois quartos (53% em São Paulo e 60% no Rio), dois banheiros (61% em cada cidade pesquisada) e uma vaga na garagem (47% em São Paulo e 68% no Rio de Janeiro).

Sobre as características do prédio, chama a atenção o fato de piscina e sauna não mais se destacarem entre as preferências para o consumidor. De acordo com a pesquisa, em São Paulo, piscina e sauna são valorizados por 34,5% e 21% das pessoas, respectivamente. No Rio, 32% das pessoas acham importante ter piscina no condomínio e 24% sauna.

Novidades do Tendências Imobiliárias 2010

O Tendências Imobiliárias 2010 traz informações detalhadas sobre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e também os municípios de São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Santo André e Osasco, além de Nova Iguaçu e Niterói.

O estudo possui, ainda, instrumento para visualização e estimativa do número de compradores em cada subdistrito imobiliário definido pelo IBOPE. A íntegra da pesquisa Tendências Imobiliárias é fornecida para o mercado através de um software, facilitando a consulta e permitindo buscas temáticas, visualização dos mapas e impressão de relatórios.

O relatório detalha todos os atributos do imóvel e da região que os consumidores mais valorizam. Por ser uma pesquisa representativa da população, permite que os empreendedores trabalhem com os atributos e motivações que são efetivamente prioritários para o consumidor das diferentes classes e locais de residência.



Fonte: Notícias Ibope em 08/12/2009 >> http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=6&proj=PortalIBOPE&pub=T&nome=home_materia&db=caldb&docid=E104E11B18798324832576860050EB71


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Pesquisa revela mudança no perfil do corretor de imóveis e no mercado.

SÃO PAULO - Com mais mulheres atuando na corretagem de imóveis e o nível de escolaridade cada vez mais alto, o perfil do profissional da área mudou significativamente, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Cofeci (Conselho Federal de Corretores de Imóveis).

A mudança marca um novo momento para o mercado imobiliário, com a tendência ativa de relacionamento com os clientes.

Sobre a profissão
A profissão foi criada em 1962, com o reconhecimento do Congresso Nacional, que a regulamentou por intermédio da Lei nº 4.116/62. A partir daí, o diploma passou a ser exigido no mercado de trabalho.

Mais tarde, surgiram os cursos de nível superior nas áreas das Ciências e Gestão de Negócios Imobiliários. Além disso, o Cofeci passou a admitir a inscrição de formandos que se diplomarem nessa graduação nos CRECIs (Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis).

Conhecimento
Os profissionais que atuam nessa área ainda costumam ser formados em Publicidade, Marketing e Engenharia, possuem domínio de ao menos uma língua estrangeira e total conhecimento das redes sociais. A profissão tem mudado de forma contínua. Por exemplo, a internet tornou-se ferramenta fundamental nesse setor.

"Uma importante parte das vendas concretizadas inicia-se por intermédio da internet", explica Alexandre Melaão, sócio-diretor da Five, empresa que atua com planejamento imobiliário. "Por esse contato virtual, o cliente esclarece suas dúvidas com o corretor e conhece as dependências do imóvel que é oferecido. Somente na hora de concretizar o negócio é que acontece a visita ao local".

Ainda segundo ele, a prospecção pela internet alcança os clientes certos, com interesse justamente naquele padrão do imóvel à venda.

A internet é uma vantagem no que se refere ao tempo, uma vez que as pessoas têm cada vez menos tempo para visitar as propriedades e avaliá-las. Nesse caso, as redes sociais possibilitam o contato direto com o cliente, além de oferecer um canal eficiente de informações. Porém, é importante que o profissional tenha informações precisas sobre o produto que coloca no mercado. Estar atento às novas tendências do mercado também é fundamental, pois isso pode trazer grandes oportunidades de negócios para o mercado.

Fonte:InfoMoney
Por: Karin Sato
02/10/09

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Mercado aposta em redes imobiliárias e Efetiva Imóveis associa-se à rede Imóvel Fácil.



Imobiliárias se unem em redes de negócios para movimentar a comercialização de imóveis e oferecer rapidez e comodidade no serviço aos clientes.
Tendência em expansão, as redes de imobiliárias têm se tornado uma das principais soluções para garantir a comercialização de imóveis e melhorar o atendimento aos clientes, afirmam empresários do setor.
Uma das que atuam na capital paranaense é a Rede Imóvel Fácil, que tem a participação de 15 empresas: A. Fortiori, Captare Negócios Imobiliários, Casaredo Imóveis, Ciro Imóveis, Costa Júnior Imóveis, Imobiliária Futura, Imobiliária Sérgio Luiz, Investbens Assessoria Imobiliária, J. Chaves Imóveis, Nodal Imóveis, Norvalpa Imóveis, Otimóveis imobiliária, Toyo Imóveis, TW Imóveis, além da mais nova associada, Efetiva Imóveis em Guaratuba.
Após três anos de funcionamento, a associação afirma que a união das empresas melhorou o atendimento ao consumidor. “Além de o cliente ter mais comodidade, temos uma análise de qualidade das participantes, que dá ainda mais eficiência ao nosso atendimento”, diz Dagoberto Pusch Neto, presidente da associação e diretor da Imobiliária Futura. A rede tem uma carteira com mais de 1,5 mil imóveis (para locação e venda),15 pontos de atendimento com imóveis em todas as regiões de Curitiba e Litoral e equipe com mais de 150 corretores”.

INVESTIDORES INTERNACIONAIS QUEREM IMÓVEIS DO BRASIL



Pesquisa da Associação de Investidores Internacionais de Imóveis (Afire) mostra que os investidores estrangeiros estão interessados no setor imobiliário brasileiro, cuja atratividade só perde para os Estados Unidos

O Brasil é apontado por investidores internacionais de imóveis como o segundo melhor mercado para negócios, atrás apenas dos Estados Unidos. É o que mostrou a pesquisa da Afire,com 200 integrantes da entidade, que têm cerca de US$ 1 trilhão em investimentos no mercado imobiliário.

Segundo o levantamento, o Brasil subiu 10 posições no ranking e tomou da China o segundo lugar na preferência dos investidores, com 16% dos votos. Os Estados Unidos tiveram 37% dos votos como o maior mercado para a habitação do mundo, apesar do tumulto econômico enfrentado pelo país em 2008 e do doloroso impacto da crise de crédito sobre os imóveis comerciais. O Reino Unido saltou da nona para a quarta colocação, depois que os preços dos ativos do país caíram. A Índia caiu da terceira para a quinta posição.
Fonte:http://www.afire.org/foreign_data/2008/2opportunity.shtm

Reality Show do Mercado imobiliário



Postado em 19 Agosto de 2008 por http://www.revista.vericia.com/
O programa Million Dollar Listing do canal de televisão norte-americano Bravo, uma espécie de “reality show” do mercado imobiliário é um sucesso entre os americanos, mostra a vida de três jovens corretores, que fazem negócios com os clientes mais sofisticados da Califórnia, vendendo propriedades milionárias. Josh Flagg, Madison Hildebrand e Chad Rogers são os protagonistas. Hildebrand tem apenas 25 anos, é autor de livros sobre sucesso nos negócios e vendeu sua primeira casa por quase três milhões de dólares, a uma celebridade hollywoodiana. Flagg administra os bens da família e acumula recordes na venda de imóveis. Para agradar seus clientes, ele envia carros com motoristas, aluga helicópteros e amarra uma fita vermelha em torno da casa, antes de entregar as chaves. Já o terceiro participante, Rogers, trabalha para a luxuosa corretora de imóveis Hilton & Hyland, em Beverly Hills e é responsável pela maioria das casas em Malibu e pelos aluguéis que começam com 100 mil dólares. A segunda temporada não está sendo exibida no Brasil, mas para conhecer os novos participantes e suas aventuras no mercado imobilário basta acessar o site http://www.bravotv.com/Million_Dollar_Listing/season/2//index.php

Imóvel novo... ou usado?


O que pesar na balança para saber se vale a pena, ser o primeiro proprietário de um apartamento ou se é melhor adquirir um mais antigo.
Os músicos Myrthes e Natan Marques estão de mudança para um apartamento em Perdizes, na zona oeste da capital paulista. O imóvel não possui nenhum equipamento de lazer, em contraste com a fartura do prédio onde o casal mora atualmente, no bairro vizinho de Sumarezinho, um condomínio que conta com playground, piscina, quadra esportiva, academia e churrasqueira. “Quando nosso filho era ainda uma criança, fazíamos as festinhas de aniversário na área da churrasqueira”, diz Myrthes. “Mas hoje ele tem 19 anos e não passa mais as tardes na piscina ou jogando bola.” O casal tinha a opção de adquirir um imóvel novo com ainda mais serviços ou procurar um apartamento usado. Pesando os prós e os contras, Myrthes e o marido chegaram à conclusão de que valia a pena comprar um imóvel mais antigo, de 190 metros quadrados — praticamente o dobro do tamanho do atual. Para compensar a ausência de opções de lazer, o futuro endereço tem cômodos mais espaçosos, janelas amplas e pé-direito alto.
Em grandes cidades, como São Paulo, o tamanho médio dos apartamentos encolheu em torno de 20% nos últimos 25 anos, de acordo com estimativa do empresário Maurício Eugênio, da consultoria Elite Inteligência Imobiliária. Para quem valoriza o espaço e não está disposto a gastar mais por isso, como é o caso de Myrthes e Natan, a melhor alternativa é comprar um imóvel mais antigo. Em geral, um imóvel que nunca foi habitado custa pelo menos 30% mais que um usado em excelente estado de conservação, do mesmo tamanho e na mesma região. Essa diferença tende a aumentar porque, antes de receber os moradores, os imóveis zero-quilômetro precisam de acabamentos, revestimentos e itens como armários, gabinetes, louças de banheiro e de cozinha, chuveiros, espelhos de luz e tomadas — detalhes que, dependendo da qualidade do acabamento e das peças, podem representar um gasto adicional de até 30% do valor do imóvel.
Embora os imóveis em prédios recém-construídos sejam mais caros, eles têm a vantagem da liquidez. Como a demanda por apartamentos com até sete anos é grande, a revenda costuma ser, em média, mais rápida e mais próxima do preço pedido pelo proprietário. Outro ponto a favor dos novos é a taxa de valorização. Um levantamento do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) aponta que, em 2007, o preço dos imóveis usados subiu bem menos que o dos novos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, os usados tiveram valorização de cerca de 10% no ano passado. Já os novos subiram 19% em bairros de maior potencial, como Tatuapé e Morumbi. Levando-se em conta a projeção de que esses percentuais serão mantidos nessa proporção nos próximos anos, não resta dúvida de que os imóveis novos são mais atraentes do ponto de vista estritamente financeiro. “O problema é que a aquisição da casa onde sua família vai morar não é mera aplicação financeira, não dá para pensar apenas no possível retorno que dará”, diz Sergio Manoel Correa, consultor financeiro da LLA Investimentos. Correa argumenta que a casa própria precisa, acima de tudo, atender aos anseios dos moradores. “É o caso de uma pessoa que gosta de morar no térreo ou no 1o andar para ficar de frente para a copa de árvores ou para não precisar pegar o elevador”, diz Correa. “Alguns dirão que os andares altos são os mais valorizados, mas é preciso privilegiar a qualidade de vida e a felicidade do morador no dia-a-dia.”
Na tentativa de seduzir os potenciais compradores, as construtoras têm projetado prédios para atender às necessidades da vida moderna. Os cômodos já vêm preparados para a instalação de ar-condicionado e são repletos de pontos de saída de luz (tomadas), de telefonia e de TV a cabo. A cozinha tem nichos para receber fornos de microondas e lavadoras de pratos. Na garagem, o número de vagas é maior do que nos imóveis usados — um apartamento de quatro dormitórios costuma ter ao menos três vagas.
Num prédio mais novo, é comum a segurança contar com circuitos internos de vídeo e profissionais de empresa especializada que fazem ronda 24 horas por dia. A estrutura de lazer — que pode incluir salas para balé e musculação, piscina para hidroginástica, brinquedoteca e lan house — elimina o inconveniente dos deslocamentos em grandes cidades. É por isso que, enquanto Myrthes e Natan decidiram migrar para um imóvel mais velho, o casal Francisco e Daniela Sanches resolveu trilhar o caminho inverso. Eles aguardam ansiosamente a conclusão das obras de um apartamento que compraram num condomínio no bairro da Aclimação, na zona sul de São Paulo. Um dos maiores atrativos é o playground, onde seus dois filhos poderão brincar em segurança.
O que você procura?
Compare as principais vantagens da compra de um imóvel novo ou usado
Novo
Mais moderno, tem mais liquidez se você decidir revender o imóvel
O espaço é distribuído de forma mais funcional, com terraço integrado à sala e suítes
Possui mais equipamentos de lazer e esportes e serviços de conveniência
Usado
Você tem maior poder para barganhar descontos no valor de aquisição
Tem acabamento e itens básicos ausentes num imóvel novo, como gabinetes e armários
Tem cômodos mais amplos. Em geral, o pé-direito é mais alto e as janelas são maiores
Os dois exemplos acima mostram que a escolha de um imóvel novo ou usado depende das prioridades e das necessidades de cada um. Se a pessoa busca espaço e preço, o imóvel antigo pode ser a alternativa mais interessante, de maneira geral. Se ela valoriza mais a conveniência e a infra-estrutura de lazer, o imóvel novo tende a ser a melhor opção. Há vários outros aspectos para analisar e colocar na balança. Um deles é o valor do condomínio. A exemplo do que ocorre com um carro com vários anos de fabricação, um imóvel usado se deteriora mais rapidamente e pode exigir gastos imediatos com pintura e manutenção de tubulações e rede elétrica. “Para comprar um imóvel com mais de 30 anos, é preciso redobrar a atenção com a qualidade dos material usado”, diz o consultor Eugênio, da Elite Inteligência Imobiliária. Os prédios novos são administrados por empresas especializadas, o que, teoricamente, aumenta a chance de manter os custos sob controle. Os gastos com a estrutura e os equipamentos são geralmente rateados entre um número alto de unidades, o que reduz o valor que cabe a cada morador.
Por Juliana Garçon
http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0925/investimentospessoais2008/m0166299.html



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Autorização para Venda de Imóveis com Exclusividade





A conhecida Opção de Venda tão largamente utilizada no mercado imobiliário, nem sempre é tratada com a relevância que realmente tem e nem tão pouco se a utiliza em consonância com seus princípios.

Instrumento primeiro de uma negociação, deve trazer benefícios aos seus contratantes, posto que este é o espírito de sua criação. Contudo, não raro traz prejuízos e danos quando mal contratada.

Da legalidade - A autorização para venda de imóvel é uma exigência legal, prevista no Artigo 20, inciso II da Lei 6.530 de 12/05/1978 , e no Artigo 5º do Decreto 81.871/78. Da razão de sua exigência - Sempre que a lei cria a obrigação de uma contratação o faz para proteger interesses, determinar direitos e obrigações dos contratantes.

Evidencia-se nesta exigência a proteção do Corretor de Imóveis que terá sua prestação de serviços devidamente contratada, assim como assegura ao proprietário do imóvel o direito de receber uma prestação de serviços profissional, ética, eficiente e eficaz.

Da importância, relevância e alcance - Equivoca-se quem considera pela singeleza do termo “autorização” um ato banal. Note-se que este é um contrato de fundamental importância, é com ele que se inicia a transação imobiliária. Não é uma simples autorização. Na verdade é a contratação da prestação de serviços do Corretor de Imóveis e o compromisso do Vendedor para com este Corretor e com o futuro adquirente.

Tudo começa com a Opção de venda dada com exclusividade a um profissional que irá introduzir este imóvel no mercado para ser comercializado. A Autorização de Venda com Exclusividade quer significar a contratação de uma prestação de serviços eficiente e eficaz que se traduz pelo profissionalismo empregado com o intuito de atingir o resultado.

Note-se que para atingir o resultado “venda” as obrigações do corretor não estão adstritas ao seu contrato de prestação de serviços gerado pela autorização do proprietário do bem, alcançam também as relações com o futuro comprador.

Na qualidade de prestador de serviços está o corretor sujeito às regras contidas no Código de Defesa do Consumidor, dentre as quais a exarada do inciso II do Artigo 6º do CDC. Quando a Autorização de Venda com exclusividade é má utilizada - Quando se deturpa sua finalidade, ou seja, ao invés desta contração garantir direitos e obrigações para os contratantes, ela é utilizada unicamente para angariar o imóvel mantendo o proprietário preso a um prestador de serviços que, nestas circunstâncias, muito provavelmente super-avaliou o imóvel para ganhar a concorrência.

Com este procedimento invariavelmente não se atinge a finalidade “venda do imóvel’ dentro de um prazo razoável, tendo criado no proprietário expectativas que não irão se concretizar, posto que o mercado têm suas próprias regras e a elas terá que se subordinar este proprietário que induzido acreditou poder comercializar seu imóvel por um valor acima do real.

Na verdade o uso torpe desta autorização com exclusividade trás uma ilusão de vantagem ao Corretor, considerando que o dano comercial e moral a sua pessoa são extremamente danosos. Também danos materiais e morais ao proprietário que cria uma expectativa que não se realiza e acaba sucumbindo a realidade do mercado para a qual não estava preparado.

As vantagens da boa utilização - Quando feita para cumprir sua finalidade precípua de garantir direitos e determinar obrigações a Autorização de Vendas com exclusividade permite ao Corretor sua legítima remuneração pelo trabalho realizado. Obriga o proprietário a prestar informações completas e corretas sobre o imóvel e sua pessoa tanto ao Corretor quanto ao futuro Comprador.

Permite ao proprietário do bem o recebimento do valor real de seu imóvel. Proporciona ao Comprador uma aquisição segura, com informações claras, precisas e transparentes sobre as condições do negócio, a situação física e jurídica do imóvel e da pessoa do vendedor.

Evita surpresas de última hora, como débitos fiscais, condominiais, certidões positivas, hipotecas, penhoras, arrestos sobre o imóvel. Afinal quando a Autorização de Venda com exclusividade é dada a um profissional competente e ético estas situações estarão resolvidas antes de ser colocado o imóvel no mercado imobiliário.

Autora: Clarice Ribeiro dos Santos (Bel. Direito/Esp. Processo Civil)
Colaboração: Wenceslau Vitulskis Filho (Diretor da Correto Coop. Trabalho dos Corretores de Imóveis)

"GUARATUBA PARECE ESTAR TODA À VENDA!"



Esta afirmação do título acima já me foi dita inúmeras vezes, nos mais de 12 anos que exerço a profissão de Corretor de imóveis em Guaratuba-Pr,seja por compradores de imóveis,potenciais compradores, ou mesmo curiosos do mercado imobiliário.Eu que moro na cidade não vejo diferença alguma, na verdade sinto que há uma demanda reprimida principalmente por imóveis novos.Já que nestes últimos 10 anos tivemos queda de aproximadamente 80% no número de lançamentos,em função entre outros motivos pela demora da aprovação do Plano Diretor da Cidade.
Na verdade o que acontece é que em Guaratuba como em tantas outras cidades litorâneas,grande parte dos imóveis são de veraneio, ou seja de pessoas que moram em outras cidades,e utilizam estes imóveis nos finais de semana, feriados e nas férias.Estes imóveis são a 2ª, a 3ª ou uma entre diversas propriedades que estes "veranistas" possuem; é natural que não exista o mesmo apego que existe em relação ao imóvel em que estas pessoas vivem por vezes há muitos anos.E em determinado momento resolvam vendê-lo,por diversos motivos:os filhos tenham ficado adultos e não queiram mais acompanhar os pais e estes não se sintam mais motivados para descer para praia;para investir em um negócio próprio;para levantar fundos para comprar um imóvel melhor na cidade onde moram;ou mesmo para comprar outro imóvel na praia mesmo,em outra praia,mais central,trocar de casa para apartamento e vice-versa, para comprar outro maior ou mesmo menor e muitos outros motivos e claro alguns precisam por vezes liquidar algumas dívidas.O que não significa que exista uma debandada geral da cidade por qualquer problema,ou em função de uma crise econômica,pois sempre tem existido semelhante oferta de imóveis mesmo quando a economia está aquecida.
Em função destas peculiaridades os imóveis de veraneio em Guaratuba ou qualquer outra cidade com o mesmo perfil tem uma rotatividade maior ,com uma média de 5 anos entre uma transmissão e outra. A maioria destes imóveis estão concentrados nas regiões próximas ao mar onde se concentram os imóveis de veraneio,por onde também mais circulam os turistas criando a ilusão de que existe excesso de imóveis à venda.

Outra ilusão sobre o mercado imobiliário do litoral é a de que no inverno os imóveis ficam mais baratos.Ora digo eu ,se nem o picolé baixa de preço quando chega o inverno, por que os imóveis deveriam baixar?O bem imóvel não é um bem de consumo sujeito a sazonalidade de mercado, não é produzido em série, nem produto de estação.É bem de raiz,sendo cada imóvel invariavelmente de proprietários diversos,muitas vezes fruto do trabalho de uma vida inteira,não teria sentido por causa de alguns meses este proprietário vender com substancial deságio no inverno.
Com relação ao argumento de que os proprietários poderiam estar "enforcados"e teriam pressa em vender e poderiam ter dificuldades em vender no inverno pelo menor fluxo de pessoas que frequentam a praia neste período,obrigando assim a baixar o preço para vender mais rápido em função da urgência,não faz sentido por alguns motivos.Primeiro por que pessoas com dificuldades financeiras sempre existem,mas procuram preservar seu patrimônio enquanto puderem,tentando buscar outras alternativas para saldar eventuais dívidas.Segundo que dificuldades financeiras podemos ter a qualquer momento,não necessariamente no inverno.Terceiro que em função de já estar difundido este imaginário popular de que no inverno os imóveis ficam mais baratos,faz com que exista uma demanda substancial de pessoas procurando imóveis para compra justamente neste período,além de muitos preferirem comprar nesta época pela tranquilidade encontrada nas praias,outros que pesquisaram no verão também vão acabar concluindo o negócio nesta época.
Concluindo as pessoas compram imóveis na praia durante todo o ano,apesar de desfrutá-los principalmente no verão e os preços mantém-se estáveis durante o ano,sempre com tendência de valorização moderada e contínua,o que é comum no mercado imobiliário
Ricardo Dias/Efetiva.
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2009 Imóvel usado mais valorizado.


Está mais difícil conseguir desconto na negociação para compra de um imóvel usado. É o que revela a comparação entre as pesquisas de preços do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) de janeiro de 2008 e a mais recente, de outubro do mesmo ano.De acordo com o levantamento de janeiro, o comprador que tentasse negociar a redução do preço de um imóvel usado em bairros de localização tão diversa como Freguesia do Ó, na zona norte, ou Cidade Ademar, na zona sul, poderia conseguir, em média, desconto de até 10,8%. Em outubro, na mesma região, o porcentual médio após a pechincha não ultrapassava 6,2%, segundo o Creci-SP. A exceção foi na região de bairros mais afastados do centro, como Vila Brasilândia, Campo Limpo e Capão Redondo, entre outros, onde o desconto concedido aumentou 26,6% (veja quadro).José Viana Neto, presidente do Creci-SP, afirma que a crise de crédito, que também atingiu o setor da construção civil, fez com que os consumidores se voltassem para os negócios com imóveis usados, em detrimento dos novos.Segundo dados da Empresa Brasileira de Análise de Patrimônio (Embraesp), organização especializada em consultoria imobiliária, em outubro deste ano, mês em que a crise já tinha reflexos na economia brasileira, foram lançados na capital 32 empreendimentos ante 46 contabilizados no mesmo mês do ano anterior, uma diferença de 30,4%. Luiz Paulo Pompeia, diretor de Estudos Especiais da Embraesp, afirma que, historicamente, o mês de outubro, assim como novembro e dezembro, costuma apresentar o maior número de lançamentos do ano. “Este ano, a crise financeira prejudicou o setor”, afirmou.A redução do número de lançamentos de imóveis fez com que as unidades usadas se valorizassem o que levou a um endurecimento no momento da discussão de preços, diz Viana Neto. “O proprietário percebe o aumento da procura e mantém ou sobe o preço.”CréditoViana Neto acredita que o mercado de imóveis usados também vai ser favorecido com a injeção de crédito programada pelo governo para enfrentar a crise, principalmente pela negociação facilitada. “Neste segmento, o preço nem sempre é prioridade”, observa.Roseli Hernandez, gerente de Locação da Lello Imóveis, acrescenta que o aluguel tornou-se novamente um bom investimento. “Isso faz com que os proprietários optem pelo aluguel caso não encontrem quem pague o que pedem”, diz.Segundo ela, o aluguel de unidades em áreas de maior procura na capital gira em torno de 0,7% a 1,2% do valor do imóvel.


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Bancos dizem que não vão aumentar juros do crédito imobiliário




Recentemente alguns bancos anunciaram o aumento da taxa de juros para o financiamento de imóveis como resposta à crise financeira e seguindo uma tendência de mercado. Criticada por entidades do setor, a medida não foi seguida por todos os bancos.Esse é o caso do Grupo Santander Brasil, formado pelos bancos Santander e Real, que anunciaram que irão manter as taxas nos mesmos patamares. "Estamos acompanhando as oscilações do mercado com muita atenção, porém nossas operações estão sólidas. Portanto, entendemos que o momento não exige atualização de taxas", afirma o diretor executivo de Negócios Imobiliários do Grupo Santander, José Roberto Machado.No Santander, as taxas de juro chegam a 13,4287% ao ano para imóveis residenciais de até R$ 350 mil, e 13,95% para aqueles com preços acima desse valor. Já no Banco Real, a taxa pode chegar a 11,5% ao ano para imóveis de até R$ 120 mil, de 11% para aqueles cujo valor varia de R$ 120 mil a R$ 350 mil, e 12% para aqueles com preço superior a R$ 350 mil.
Mais bancos sem mudanças
A Caixa Econômica Federal também informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não pretende alterar as taxas de juros. Atualmente, os juros para o financiamento de um imóvel de até R$ 80 mil pelo banco estão em até 8,16% ao ano. Já residências entre R$ 80 mil e R$ 350 mil tem juros de 8,66% ao ano.O HSBC é outro banco que não pretende alterar os juros, que atualmente estão em 12% ao ano (taxa de juros efetiva), sendo que, para imóveis de R$ 50 mil a R$ 150 mil, as taxas são diferenciadas, podendo variar de 7,70% a 11%.Já o Banco do Brasil e a Nossa Caixa informaram que as taxas não sofreram alterações, e não há previsão de modificação. Na primeira instituição, os juros variam de 11,90% a 12,36%, e na segunda, a variação é de 8,5% para 12%. Fonte: InfoMoney
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Imóveis:investimento sem risco.


Quem quer evitar risco deve investir em imóveis
Para quem não quer correr riscos, o economista Erivaldo Lopes, recomenda a aplicação em imóveis. “Os investimentos em imóveis no Brasil, por muitos anos será um setor seguro e sem previsão de crises, tal como iniciou a atual crise norte-americana”, destaca.Ele lembra que a relação do setor de imóveis com o PIB esta no patamar de 3,5% enquanto no México é 11%, no Chile 17% e na Espanha 46%. Isso demonstra que o setor ainda tem muito a crescer. O setor de construção civil, dada a estabilidade iniciada com o Plano Real tem a menor vulnerabilidade macroeconômica dos últimos anos. “A previsão para o setor é de crescimento na ordem de 6,5% em relação ao ano passado. Portanto, imóveis, sem dúvidas, são investimentos seguros”, garante Erivaldo Lopes.
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Mercado interativo


Em 9 de julho de 2008 inauguramos o blog da Efetiva Assessoria Imobiliária, que em breve terá um link no nosso site http://www.efetiva.imb.br/
Iniciamos nossas atividades no litoral paranaense em julho de 1993, sempre procurando centrar a excelência do serviço prestado no atendimento ao cliente. Nos primeiros meses de 1997 fomos a primeira empresa da região a oferecer os serviços de um site interativo para o mercado imobiliário. Durante os anos que se passaram sempre procuramos formas de interagir com os clientes por meio do site e outras mídias, pois consideramos que a opinião e a palavra do cliente é muito mais que um simples dado do mercado. Assim, demoramos, mas resolvemos deixar de usar a 'correria' como desculpa e inauguramos este espaço para interagir com o mercado imobiliário, e acima de tudo com as pessoas de carne e osso que passam por ele ou fazem dele parte permanente e inseparável de suas vidas. Até breve.

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Mercado imobiliário brasileiro está longe de abismo visto nos EUA, diz economista

20/10/2008


DEISE DE OLIVEIRA da Folha Online
O mercado imobiliário brasileiro está longe de cair no abismo criado pela crise financeira dos Estados Unidos, na avaliação do economista Eduardo Gianetti da Fonseca. Segundo ele, o único perigo aqui é uma parada súbita de capital de giro em projetos já em andamento.

Para Gianetti da Fonseca, a situação do mercado imobiliário no Brasil é "totalmente diferente" dos EUA, em que o setor esteve na raiz da crise financeira.

"O setor imobiliário está apenas começando o ciclo de expansão do crédito. Não existe bolha e inadimplência de mutuários. As empresas estão de modo geral capitalizadas. O quadro aqui é totalmente diferente", disse o economista, no 4º Fórum Nacional de Sustentabilidade da Construção, em São Paulo.

Ele advertiu, porém, para a dificuldade de empresas em ter capital de giro para projetos em execução. "Aqui, o único perigo é uma parada súbita de capital de giro em projetos em finalização. Mas é perfeitamente administrável. Até mesmo com algumas ações de bancos estatais. Não vejo ameaça de crise emergencial."

Entre as medidas governamentais possíveis, ele apontou a criação de oferta de seguro de crédito imobiliário e a redução do compulsório que incide sobre a caderneta de poupança, que compensaria as dificuldade de captação de recursos das empresas, como no lançamento de ações.
Segundo informou o secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, ao colunista Guilherme Barros na Folha desta segunda-feira, o governo --assim como o setor privado-- já estuda a criação de seguro de crédito imobiliário. Conforme Appy, os estudos sobre o tema indicam para uma forma de garantir recursos para o crédito habitacional. A nova modalidade de seguro daria mais proteção ao credor contra a inadimplência. Desta forma, os financiadores poderiam reduzir juros e elevar o valor financiado dos imóveis.

Em entrevista para a Folha no último fim de semana, o ministro Guido Mantega (Fazenda) descartou problemas imediatos da construção civil, mas admitiu a necessidade de injeção de recursos para capital de giro no ano que vem. Segundo Mantega, serão mais R$ 3 bilhões além dos R$ 20 bilhões disponíveis para a Caixa Econômica Federal.

Para 2009, com a perspectiva de ritmo menor da expansão da economia brasileira, Gianetti da Fonseca afirmou que o setor da construção deverá passar por algum ajuste, como a revisão de programas muito agressivos de investimento.

"Em vez de crescer espetacularmente, provavelmente vamos crescer moderadamente. O setor precisa se preparar para isso. Não é o melhor dos mundos, mas é um cenário razoável"'

Neste novo cenário, Gianetti da Fonseca vê o encarecimento do crédito e prazos menores de financiamento. "As empresas vão ter mais dificuldade de levantar recursos, por exemplo, lançando ações. Todo acesso a capital do Brasil vai ficar durante um tempo um pouco mais restrito. Não vai sumir, mas vai encarecer. Mas o quadro ainda é positivo", acrescentou.

Fonte:Folha online
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Entenda como a crise dos EUA afeta o Brasil
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A compra segura do seu imóvel


A cada dia que passa, a segurança na compra dos produtos que consumimos é questão de importância crescente. A procedência da carne, a existência de gorduras trans nos alimentos industrializados, a fórmula daquele medicamento, a qualidade do combustível, etc.

O imóvel é mercadoria que oferece muita segurança na compra, bastando que se tome alguns cuidados.

Em primeiro lugar, sem querer chover no molhado, é fundamental frisar que a escritura e o seu registro são o alicerce de uma compra segura. Quando compramos um imóvel, o ideal é providenciarmos de imediato a Escritura Pública de Compra e Venda e o seu posterior registro na circunscrição imobiliária a que pertença o imóvel.

A segurança desse procedimento é garantida por três fatores: 1) a escritura pública é lavrada em livro oficial que o cartório mantém sob sua guarda; é documento público; o tabelião tem fé pública, poder judiciário específico para esse fim; 2) para a lavrar uma escritura o cartório se obriga a tirar um conjunto de certidões do imóvel e de seus proprietários e relatá-las no corpo da escritura (Débitos Municipais, Débitos Condominiais, Negativa de ônus do Registro de Imóveis, Receita Federal, Receita Estadual, Justiça Federal, Justiça Estadual, Justiça do Trabalho e Certidões de Feitos Ajuizados); 3) a escritura é registrada na respectiva circunscrição imobiliária (Registro de Imóveis), levando a efeito a mudança da titularidade e garantindo ao comprador e segurança de sua propriedade.

Esse é o roteiro para uma compra segura: escriturar e registrar. Mesmo que a compra do imóvel dependa de um parcelamento direto com o vendedor, aconselha-se lavrar a escritura por ocasião da posse do imóvel. Neste caso, as parcelas com vencimento futuro serão relatadas na própria escritura e o Tabelião emitirá notas promissórias com os respectivos valores, datas e correção, se houver. A escritura poderá ser registrada imediatamente. Após o pagamento da última parcela bastará pedir a baixa no registro de imóveis. É seguro para quem compra e também para quem vende, pois o próprio imóvel ficará como garantia do pagamento, não podendo ser vendido ou dado como garantia de qualquer espécie até que o parcelamento seja quitado.

Existem outras situações em que pode ser aconselhável um Contrato Particular ( ou público) de Compra e Venda ou uma Cessão de Transferência de Direitos Hereditários. Trataremos desses casos em outra oportunidade.

Por fim, para que você tenha ainda mais segurança na compra do seu imóvel, procure uma imobiliária ou corretor de imóveis credenciado de sua confiança. Você será devidamente assessorado e poderá cobrar as devidas responsabilidades junto ao CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). http://www.creci-pr.org.br/index.asp

Até a próxima,

Equipe Efetiva

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