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ALGUMA COISA ACONTECE - Tudo muda no corpo e na mente quando estamos na praia

Enquanto estudos ainda tentam comprovar cientificamente, as mais diversas experiências pessoais não deixam dúvida: tudo muda no corpo (e na mente) quando estamos na praia

Há alguns meses, cruzando os dados do último Censo inglês, pesquisadores do European Centre for Environment & Human Health, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, fizeram uma descoberta curiosa, ainda que não exatamente surpreendente: quanto mais perto do mar as pessoas vivem, melhor é a avaliação que fazem da própria saúde. Isso significa que as populações litorâneas sejam, de fato e sempre, mais saudáveis que as do interior? Não. Mas significa que elas se sentem muito melhor na própria pele.
Se as praias inglesas são capazes de proporcionar sensação tão nítida de bem-estar, imagine na Jamaica – ou aqui. Mas ainda resta entender o que o estudo não explica. Quais são os estímulos e mecanismos específicos que fazem da praia um ambiente particularmente eficiente para descomprimir e recarregar baterias? O que ela tem que revigora, acelera convalescenças, acalma, esquenta a alma, contenta?
Como observou o principal autor do estudo, Ben Wheeler, são surpreendentemente poucas as evidências científicas que atestem quais aspectos fisiológicos são afetados quando estamos na praia. Ao divulgar sua pesquisa, em abril de 2012, o Wheeler teve o cuidado de declarar: “O estudo sugere que há um efeito positivo na saúde, mas não pode comprovar causa e efeito”. Para ele, é preciso realizar estudos mais sofisticados para desvendar razões que expliquem o que está sugerido. Mas a conclusão já abre espaço para tentarmos descobrir como cada ambiente natural atua sobre o organismo humano. As sugestões do estudo ganharam na mídia europeia diversas interpretações. Surgiram desde explicações mais óbvias – do convite ao exercício físico prazeroso que a praia proporciona à carga de iodo do ar marinho, que estimula o intelecto e reduz a fadiga – a tentativas de aprofundamento: boiar no mar, por exemplo, faria o sangue refluir dos membros para o abdôme, aumentando a oxigenação do cérebro; os íons negativos do ar marinho equilibrariam nossa serotonina, melhorando humor e sono; e o som das ondas alteraria o padrão da atividade cerebral, levando a um relaxamento profundo e, no fim das contas, revigorante.
O neurocientista brasiliense Sidarta Ribeiro, 41 anos, não tem notícia de estudos conclusivos a respeito do tema, mas põe sua mão no fogo por essa última hipótese: “Tenho certeza de que, se colocássemos uma pessoa para dormir na praia e fizéssemos uma polissonografia [o registro detalhado da atividade elétrica cerebral], veríamos uma sincronização entre as ondas cerebrais e as ondas do mar”. Homenageado pelo Prêmio Trip Transformadores de 2007 e diretor do Instituto do Cérebro da UFRN, em Natal, ele aposta que esse efeito terapêutico, que organiza a atividade cerebral e induz ao sono, é só um dos benefícios de viver com o “marzão na janela”, como ele. “Tem um custo morar na praia, levo tempo pra chegar no trabalho, mas acordar e olhar um horizonte aberto não tem preço, porque equilibra. Já sabemos que a mente é porosa. O ambiente ajuda a pensar e a sentir.”
Marcos Vilas Boas
Alguma coisa acontece...

Observar ventos e marés foi outro hábito que o cientista adquiriu, e que o ajuda a “conectar-se com o ritmo do planeta”. “É um ambiente cheio de informação. Aos poucos, você percebe que há uma ordem nas coisas naturais. E isso mexe com estruturas profundas da gente”, explica. “Evoluímos na natureza. Há 20 mil anos conhecemos o mar, a chuva, o sol. Viver em apartamentos de 30 metros quadrados é algo que começamos a fazer há relativamente pouco tempo. Por isso estressa: não estamos adaptados ainda”.
“A praia, sozinha, não faz a mágica”, diz o mestre de ioga uruguaio Pedro Kupfer, 46 anos. “Tem gente que consegue ficar estressada nos lugares mais paradisíacos, que vai em busca de tranquilidade e fica enfurecida por só encontrar trânsito e barulho. Mas se a pessoa tem um mínimo de sensibilidade, vai vivenciar os benefícios da proximidade com o mar.”
Surfista com um gosto muito particular para praias – prefere as “desertas, rochosas, frias e de paisagem cinza “ –, ele mesmo não fica mais que alguns dias longe do mar, e chega a recusar trabalho para não ter que fazê-lo. “Preciso de um horizonte para olhar e tenho uma relação muito física com o mar”, explica. “A praia ‘reseta’ a mente. Ela recarrega as baterias porque é um lugar cheio de elementos da natureza e de energias em movimento: o vento que desloca as massas de ar, marés que sobem e descem, ondas que passam e arrebentam. Tudo isso ativa nosso dínamo”. A exposição do corpo aos agentes naturais é um dos pontos para a pesquisadora carioca Lygia da Veiga Pereira, que tornam a praia uma experiência mais completa de prazer do que, por exemplo, o campo. “Na praia a gente fica pelado, praticamente. É muito raro que nosso corpo fique tão exposto e seja tão tocado. As ondas são um carinho no corpo”, diz.
“quem tem um mínimo de sensibilidade, vai se beneficiar de viver próximo ao mar”
Adepta da prancha de standup, ela gosta de se afastar da praia para sentir, só e no silêncio, a “enormidade” do mar. “Amo praia. Vivi até os 22 anos no Rio. Nos fins-de-semana descia para tomar café já de biquíni”. Morando em São Paulo, onde dirige o Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da USP, às vezes embatuca diante da decisão de alugar uma casa no Litoral Norte – e enfrentar o trânsito. “Mas quando a gente se vê lá, sempre conclui que vale a pena.”
“Fico emocionada na praia. Na medida do digno, volto à infância. Além de linda, a praia é lúdica. É uma situação que mexe com todos os sentidos de uma forma deliciosa: o calor do sol, a textura da areia, o contato com a água, a beleza do mar, o movimento e o barulho das ondas, o cheiro de maresia, o gosto de sal”, reflete. “Talvez isso se traduza, de alguma forma, em estímulos positivos para nosso cérebro”.
Sócio e VP de Criação da agência Loducca, em São Paulo, o publicitário Guga Ketzer, de 37 anos, redescobriu a conexão com o mar que tinha na infância – e da qual se esqueceu ao mudar-se para São Paulo. Dez anos depois da mudança, ao passar uma temporada de férias no Havaí, Guga teve praticamente uma epifania: percebeu o quanto aquilo era vital e transformador. Faz três anos que isso aconteceu e, desde então, ele aluga a mesma casa de frente para o mar em Sunset, no litoral norte do Havaí, para passar um mês de férias com a mulher, a designer de joias Fabiana Malavazi. E assim pretende fazer todos os anos.
No mar, Guga vive uma experiência física que considera única e intransferível. “Não sinto a mesma coisa em um lago, uma represa ou debaixo de uma cachoeira. Brisa, cheiro do sal, caminhada na areia: é esse conjunto que me atrai”, conta. Mais do que a experiência física, a conexão havaiana representou uma jornada espiritual: ao reconectar-se com o mar, entendeu a sensação de não estar no comando, que lhe trouxe um novo olhar sobre a vida e a carreira. Andando descalço e vivendo com pouco, entendeu o tédio consumista. E, finalmente, religou-se ao ritmo natural da vida. “Praia pra mim é voltar ao mínimo. Meu quarto no Havaí não tem nem cortina: você dorme com a lua e acorda quando a luz chega. Você entra no ciclo do lugar, e não o contrário”, observa ele, que abomina a ideia, tão em voga, de fazer da praia uma extensão do que já se vive na cidade – cheia de serviços, trânsito de carros e prédios em frente ao mar.
“Morar na praia traz uma alienação do bem”, diz o escritor Mario Prata, que trocou São Paulo por Florianópolis há 12 anos. “Não leio notícia de Israel há muitos anos, por exemplo. Esse assunto me dá urticária. Tenho pouco tempo de vida, não posso desperdiçar com Gaza.” Na ilha, com o mar na janela da frente a Mata Atlântica na janela de trás, parou de fumar depois de 50 anos e aprendeu a respirar de novo, ajudado pelo ar puro e as caminhadas na praia. “Aqui faz um puta sol. A temperatura é sempre 2 graus abaixo do Rio e 2 graus acima de São Paulo. Em setembro, tirei a meia. Meia agora, só em maio”, ri. “Além disso, levo 35 minutos para chegar ao aeroporto, a 35 quilômetros. Se você der 5 paus para o manobrista, o cara fica feliz. E neguinho não buzina no trânsito, você não quer dar porrada nele, não fica com medo que ele te dê uma porrada. Tudo isso faz bem para a saúde”.
Mineiro de Uberaba, Prata não tem grande fetiche pelo mar, que viu pela primeira vez aos 16 anos. Mais do que o banho eventual, diz que o que faz diferença na vida é ter saído de São Paulo. Mas admite que contemplar o mar da sua varanda virou hábito diário. “Quando entrei em meu primeiro apartamento aqui, que era baratíssimo e tinha essa vista, pensei: Deus acredita em mim”.
Marcos Vilas Boas
Pablo Picasso e sua musa Françoise Gilot em Côte D’Azur, em foto clássica de Robert Capa: é o litoral mexendo com nossas estruturas
Pablo Picasso e sua musa Françoise Gilot em Côte D’Azur, em foto clássica de Robert Capa: é o litoral mexendo com nossas estruturas
Banho de mar: doce remédio
O banho de mar como o conhece-mos – modalidade de lazer coletiva, praticada sem restrições e quase sem roupa – ainda não tem cem anos. Mas há pelo menos dois milênios especula-se sobre o poder curativo da água marinha. No século 1 a.C., Hipócrates já a indicava no tratamento de afecções pruriginosas.
É o que lembra Leopoldino de Vasconcellos na dissertação que apresentou à Escola Médico-Cirúrgica do Porto, em 1907. À época, o banho de mar terapêutico estava em voga na Europa. Médicos franceses e alemães o indicavam para tratar escorbuto, icterícia, problemas gastrointestinais, até tuberculose.
Coube à família real portuguesa lançar a moda aqui. Dom João VI beneficiou-se da ação antibiótica da água do mar para curar uma mordida de carrapato inflamada. O rei banhava a perna (parece que nunca tomou banho de corpo inteiro) na então cristalina (e hoje aterrada) praia do Caju.
A “praiaterapia” chegaria ao século 20. “Os anêmicos, os escrofulosos, os convalescentes em geral melhoram muito com os banhos de mar”, escreve o doutor Plínio Olinto na Revista da semana, em 1915. Ele atribui o sucesso do tratamento ao “movimento das ondas” e adverte: “Não há necessidade de mergulhos, nem pulos, nem gritos, nem prolongados esforços de natação”.
Ilhas para não morrer tão cedo
O arquipélago de Okinawa, no Japão, abriga a população feminina mais longeva do mundo. Em Ikaria, ilha grega, os homens têm quatro vezes mais chances de chegar aos 90 anos do que nos Estados Unidos, além de sofrer menos de depressão e demência. Na península de Nicoya, Costa Rica, vive-se mais do que a média porque morre-se menos na meia-idade. A Sardenha, ilha italiana, tem a maior concentração de homens centenários da Terra. E em Loma Linda, Califórnia, uma comunidade de adventistas do sétimo dia vive, em média, dez anos mais que os demais americanos.
Descobertos em uma pesquisa da National Geographic Society, coordenada pelo educador e documentarista americano Dan Buettner, esses “bolsões de longevidade” não foram apelidados de Zonas Azuis à toa. De todos, só Loma Linda não fica no mar.
Curiosamente, a praia tem pouco peso entre os fatores que Buttner arrola no livro The Blue Zones: Lessons for Living Longer from the People Who’ve Lived the Longest. Se o ambiente natural estimula a atividade física, o que faz com que essas comunidades vivam mais é uma combinação de fatores que inclui dieta fresca, laços sociais e familiares sólidos, mecanismos antiestresse (sestas, meditação) e um senso de propósito, religioso ou não, afirma.
Fonte: Revista Trip 217, Texto: Teté Martinho | Fotos: Marcos Vilas Boas

Morar na Praia

Sol e mar são a combinação que reina nas férias da grande maioria das pessoas. E não há quem pegue a estrada de volta sem aquele aperto no coração. Durante aqueles dias à beira mar, quem nunca se pegou pensando “queria morar aqui”?
As vezes estamos em busca de um clima tranquilo e de maior qualidade de vida .
Outras vezes , a busca de um lugar melhor para morar. Mas as decisões acontecem de maneiras diferentes.
Não há no mundo lugar melhor do que a nossa casa. E se o conforto do lar se une a paisagens de tirar o fôlego, um clima ameno e uma brisa suave, a vida pode beirar à perfeição.
E isso não significa apenas acordar de manhã e dar de cara com uma paisagem fantástica. É mais ar puro, menos estresse, mais contato com a natureza e a possibilidade de praticar esportes ao ar livre. Sem contar que esse é o tipo de ambiente que inspira descontração, lazer, e divertimento e, aos poucos, vai tornando rotina os novos e mais saudáveis hábitos de vida.
A saúde é um ponto fundamental na qualidade de vida e o fato de se morar perto da praia contribui nesse aspecto, como comprovou um estudo feito pela Faculdade Península de Medicina e Odontologia, da Inglaterra. O estudo descobriu que quanto mais perto as pessoas vivem da costa, melhor é sua saúde. Um dos fatores é a produção de vitamina D pelo corpo, estimulada pelos raios ultravioleta do sol. Sem essa vitamina, aumenta-se o risco de doenças como o câncer.
Mas, afinal, não adianta você mudar de vida, se a vida não mudar ao seu redor.

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TERAPIA DO MAR

             

TALASSOTERAPIA

O Termo talassoterapia é um termo formado a partir de duas palavras gregas: Thalassa que significa mar e Therapéia tratamento. Na antiga Grécia já se utilizava os benefícios da água salgada para fins terapêuticos. A água salgada possui grande número de oligoelementos, iodo e aminoácidos.

Compreende os benefícios que se pode obter do hábito do banho de mar tomado na praia, sobretudo compreende aplicações terapêuticas feitas no mar considerando três fatores que estão presentes quando o indivíduo se expõe a ação terapêutica natural do meio marinho: o ar ambiente, as radiações solares e a água salgada com objetivo de prevenir e tratar doenças.

A ação da água salgada é exercida pela própria pressão da água. A sessão pode ocorrer tanto na praia como na piscina com água salgada, seguindo-se de estado de descontração muscular e articular assim como a estimulação da circulação dos vasos sanguíneos periféricos. Age sobre o metabolismo orgânico, facilita a assimilação de alimentos como a desassimilação age desintoxicando. Tem efeito tônico, estimulante, reconstituinte e relaxante. O contato com o banho frio, o poder terapêutico da água salgada penetra através da pele seguindo como resultado uma maior oxigenação sobre o conjunto do organismo. Os elementos minerais contidos na água salgada vão se infiltrar através do tecido cutâneo realizando remineralização do organismo.

Indicação: doenças do sistema osteo-articular (as várias doenças reumáticas) aliviando as dores, trata doenças do sistema nervoso, as seqüelas de traumatismos por acidentes, estresse, depressão, celulite, tabagismo.

Contra-indicação: para doenças renais, hepáticas, hipertensos crônicos, aqueles que sofrem de hipertireoidismo, flebite e tuberculosos.

Conduta no tratamento:
Para quem não estiver adaptada ao clima marinho, sobretudo se estiver convalescendo, ou criança ou pessoa idosa deve-se primeiramente fazer a adaptação ao ambiente. Primeiramente:
Fase de adaptação: Primeiros dois dias, exposição as radiações solares e ao ambiente por pouco tempo quinze minutos que deverá ser entre 6:00 e 9:00hs, fazendo uso de protetor solar. (caso a pessoa não esteja acostumada ao ambiente marinho).
Terceiro dia: Os primeiros banhos deverão ser feitos as primeiras horas da manhã com curta duração quatro a cinco minutos podendo chegar a vinte minutos.

Durante o banho é necessário que a pessoa tratada faça alguns movimentos para aquecimento do corpo todo, depois entre na água mergulhando o corpo todo com bastante cuidado. Dentro da água do mar, deve fazer movimentos lentos ou nadar que favorece a tonificação muscular e cardíaca. Ao sair secar se ao sol fazendo exercícios respiratórios.

É um tratamento sem custo que pode ser feito aproveitando nosso extenso litoral. No entanto no Mundo (França, Portugal, Espanha, Tunísia etc) e no Brasil sofisticaram esta técnica simples trazendo para dentro das clínicas estéticas, spas e Hotéis sofisticados com o acréscimo de produtos cosméticos e agregando outras práticas complementares a saúde como diversos tipos de massagem (shiatsu, do-in, massagem ayurvédica, drenagem linfática etc.), o uso dos óleos essênciais (aromaterapia), ioga, cremes a base de algas marinhas e argila atribuindo também a esta forma mais sofisticada e cara o nome de Talassoterapia.

                                                                     

                                                    O efeito desintoxicante dos minerais
Remineralizante, revitalizante, anti-infecciosa, anti-stresse e analgésica, a água do mar é um remédio milagroso que ajuda a prevenir e a tratar diversas patologias, nomeadamente as invernais. Fonte infinita de ferro, magnésio, sódio, cálcio, zinco, cobre, entre outros, ajuda a combater carências, estimula as defesas do organismo, bem como a microcirculação cutânea e a tonicidade da epiderme. Destaque para o iodo, presente em muitos produtos cosméticos drenantes, que tem um papel importante no metabolismo das gorduras com as suas propriedades desintoxicantes .
O efeito esfoliante do sal
Já certamente reparou que depois de banhos de mar, se deixar secar sem se limpar, se forma sobre a pele uma camada de sal, verdadeiro concentrado de minerais purificantes e remineralizantes. Mais grossos ou mais finos, os grãos de sal estimulam a epiderme, dinamizam a microcirculação e favorecem o rejuvenescimento celular. Inspirados nos tratamentos de spa, os cosméticos com sal marinho ajudam a eliminar as células mortas que se formam sobre a pele.
O que pode fazer
--> Caminhe com os pés descalços. Este gesto proporciona às plantas dos pés uma massagem relaxante natural.
--> Mergulhe os pés na água do mar. A sensação de frio provoca uma constrição das veias que estimulam a circulação de retorno.
--> Para lutar contra a celulite e melhorar a circulação sanguínea, caminhe dentro da água (que deve dar pelo meio da perna) pelo menos um quarto de hora, diariamente.
--> Nadar é um dos desportos mais completos. Entre os seus múltiplos benefícios está a melhoria da capacidade respiratória, o que pressupõe uma melhor oxigenação e um aumento dos glóbulos vermelhos no sangue na ordem dos 10%.
Os poderes da brisa marítima
Os ares da praias foram desde sempre recomendados para combater a fadiga e coadjuvar na convalescênçia de doenças. O clima marítimo é muito saudável e puro.
Um passeio à beira-mar oferece uma quantidade enorme de oxigênio, que ajuda a limpar os pulmões, e os salpicos das ondas estão carregados de ions negativos que afastam o stresse. Com a poluição das cidades, estes ions são substituídos pelos positivos, que por sua vez carregam o ar de electricidade nefasta para o sistema nervoso. 


















Praias do Paraná serão limpas de dia e à noite no verão

Divulgação/Agência de Notícias do Paraná

Saneador Automatizado vai peneirar a areia e devolvê-la limpa para a orla da praia
As máquinas limpadoras farão a limpeza desde a Barra do Saí, em Guaratuba, até a praia de Pontal do Sul, em Pontal do Paraná






Os balneários do Paraná terão máquinas para limpar a areia da praia durante a temporada de 2012 do verão. Serão seis máquinas da Sanepar que vão peneirar a areia da orla dos balneários, desde Pontal do Sul, em Pontal do Paraná, passando por Matinhos até Barra do Saí, em Guaratuba. Os trabalhos começam junto com o lançamento da Operação Verão, que acontece nesta sexta-feira (16).
As máquinas são saneadores automatizados que vão trabalhar desde a 1h da madrugada até as 8h da manhã, diariamente, removendo as impurezas da areia. Já durante o dia o trabalho será feito por seis dumpers (veículos de pequeno porte, motorizados, com caçamba).
A praia de Guaratuba está entre as que vão ser limpas diariamente a partir desta sexta-feira (16)

Além das máquinas utilizadas na limpeza da areia, a Sanepar vai deixar sacos plásticos na areia da praia e tambores de lixo para evitar que as praias fiquem sujas. Os veranistas também terão coletores individuais de bitucas de cigarro. A limpeza da praia ocorre até o final da temporada, em fevereiro.

Ainda do meio ambiente, os municípios do litoral terão reforço na coleta de lixo residencial. A Sanepar pretende, segundo o governo, implantar programas de conscientização para que os veranistas separem o lixo adequadamente.

Saúde
Na área de saúde, uma das principais novidades para o Verão de 2012 é o Centro de Recuperação do Afogado, que ficará em Matinhos. No local serão atendidas as vítimas de afogamento de todo o litoral. A intenção, segundo o governo, é evitar que o número de pessoas que sofre transtornos com afogamento, que aumenta durante o verão, não lote os centros médicos.
Caso necessário, segundo o governo, os pacientes serão removidos para hospitais e pronto atendimentos dos municípios. Para fazer a ponte de ligação entre o Centro de Recuperação e os centros médicos, os veranistas terão à disposição seis novas ambulâncias, doadas pela montadora Renault.
A equipe de atendimento dos hospitais e pronto-atendimentos também será ampliada, com um reforço de 4,7 mil funcionários durante a temporada.
Transportes
Além da já comum inversão do fluxo de veículos na PR-407, que ocorre durante os dias de maior movimento na estrada, que liga Paranaguá à Pontal do Paraná, de acordo com o governo a empresa que administra a travessia de balsa na Baia de Guaratuba, entre os municípios de Matinhos e Guaratuba, terá que aumentar o número de balsas para diminuir o tempo de espera da travessia pelos usuários.
Segundo informações do governo, o tempo máximo entre o pagamento do ticket de transporte e a saída da balsa do outro lado da baia não poderá ultrapassar 22 minutos. Ainda de acordo com o governo, o tráfego de veículos pesados no ferryboat ficará impedido nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, por causa do alto índice de veículos de veranistas.
Ainda para facilitar os transportes, segundo o governo do Paraná, em parceria com o governo de Santa Catarina, um dos semáforos que opera na cidade de Garuva (SC) ficará em sinal de alerta, com um policial orientando o tráfego, para evitar congestionamentos.
Segurança
Haverá aumento de efetivo de policiais civis e militares no Litoral durante a temporada. A Polícia Civil terá mais 264 policiais; na PM, serão 424 a mais, além dos já atuantes nos municípios costeiros. O efetivo ficará distribuído pelas cidades litorâneas.

 

Rio - Pesquisa testa a praia como espaço democrático


Reza a lenda da carioquice que a praia no Rio é um espaço livre, onde num mesmo pedaço de areia é possível ver, lado a lado, convivendo harmoniosamente, o empresário e o office-boy, a socialite e a mulher do porteiro, a jovem funkeira do subúrbio e a garota antenada da Zona Sul.
Mas será que a orla da Cidade Maravilhosa tem mesmo ares tão democráticos? Para analisar mais este mito do comportamento carioca, O GLOBO foi a dez praias, da Zona Sul à Zona Oeste.
O resultado: os moradores da cidade seguem à risca o refrão de um funk que fez sucesso ano passado: todos podem ir à praia, mas, uma vez lá, permanece "cada um no seu quadrado". Ou melhor: cada um escolhe seu pedaço de areia.
A democracia com jeitinho carioca - em que todos podem ir à praia, mas a maioria procura não ultrapassar os limites da sua "praia" - pôde ser comprovada num teste feito com banhistas.
Das 210 pessoas que conversaram com os repórteres do GLOBO, a maioria (65,24%) admitiu que só gostava de ir a uma determinada praia. E 34,76% disseram que iam a várias.
Uma clara demonstração de que os cariocas acham as areias um espaço democrático, mas, na hora de escolher onde se bronzear e tomar água de coco, ainda preferem eleger um point e não se arriscar a fincar o guarda-sol em outras faixas de areia. Leia mais em Pesquisa comprova que praia é espaço democrático
http://www.imobiliariaefetiva.com.br/Link

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