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O que é morar bem?


"Morar bem" pode ter vários significados diferentes... 
Para aqueles que não tiveram a chance de sequer ter um teto para morar, "morar bem" pode ser apenas "ter um bom colchão".
Para os que tiveram todas as chances, o conceito de "morar bem" vai se modificando durante a vida. No começo, o quarto do bebê, o gosto da mãe, a mesmice infantil. Depois, os primeiros desejos, as cores, o lugar de brincar. Mais tarde, os primeiros sintomas da personalidade, o quarto que se transforma num mundinho particular, a loucura. À medida que vamos crescendo, começamos a acumular - os discos, os livros, os cacarecos. Começamos a perceber que são estas as coisas que nos traduzem. Nossa casa vira um amontoado de lembranças, começamos a colecionar objetos, arte, inutilidades. "Morar bem" já não cabe em nosso espaço. Sentimos necessidade de exibir, de receber pessoas em casa, de aumentarmos a família. Enfim, de mais espaço. É tudo tão grande que os desencontros ficam mais frequentes, a solidão aumenta, o vazio torna-se insuportável. Amadurecemos, e o significado de "morar bem"continua a se modificar. Já não estamos tão satisfeitos assim, em nos perdermos dentro de nossa própria casa. Vamos chegando à última parte da vida, e bate uma vontade de sintetizar, jogar tudo fora, se desfazer, procurar a essência, se ver livre... finalmente. Daí, "morar bem" significa estar no menor espaço possível, ficar só com aquela peça que resume toda a coleção. Significa, a simples parede branca. É quando fica claro que não precisamos realmente de muita coisa. Nada muito além de um bom colchão.

- Isay Weinfeld -
arquiteto

Arquiteta dá dicas para reformar a casa e aumentar o valor do imóvel


Em plena expansão do mercado imobíliário, especialmente no Rio de Janeiro, proprietários têm a oportunidade de reformar seus imóveis e agregar ainda mais valor ao bem. É o que acha a arquiteta Elaine Ramos, que dá dicas para quem pensa em investir na ideia.

Um quarto de empregada, por exemplo, pode virar um escritório, orienta Elaine:
“Até um tempo atrás, era comum a transformação do dormitório de serviço em copa, o que agregava valor ao bem", lembra. "No entanto, atualmente, a copa perdeu a sua função, com a mudança dos hábitos dos brasileiros. A cozinha está cada vez menos distante da sala, quando não está totalmente integrada”.

Fazer do cômodo um espaço para passar roupas, despensa ou depósito também pode agregar diferenciais não oferecidos pela maioria das construtoras na planta original. A profissional, no entanto, recomenda muito cuidado com o acabamento, e o uso de itens como cerâmica, porcelanato e pedras naturais:
“A qualidade dos materiais utilizados também é fundamental. O ideal é pesquisar os preços e verificar a procedência, evitando a compra de algo ruim, independentemente do valor. O serviço deve ser bem feito, e a reforma deve ser realizada visando à utilidade”, observa.

Outra questão a ser lembrada é que a obra deve contar com o acompanhamento de um bom profissional, que deve prestar atenção, por exemplo, para não reduzir as áreas dos cômodos, tornando alguns espaços inúteis ou os comprometendo visualmente.

No caso de casas, diz a arquiteta, a garagem e a área externa também contam pontos na hora de vender ou alugar o imóvel. O jardim deve ser bem cuidado, com a grama cortada, árvores podadas e flores bem cuidadas. Os compradores gostam de garagens grandes, que acomodem pelo menos dois carros, lembra Elaine.

A arquiteta enfatiza ainda que o visual externo do imóvel tem que ser arejado e iluminado; e a cor da fachada deve ser clara, o que aumenta as chances do negócio ser concretizado. A transformação de dois banheiros em um também pode desagregar valor. Isso porque os banheiros estão entre os cômodos que mais contam na hora da venda. Ter dois banheiros, tornando um reversível para o quarto, para Elaine Ramos, é uma alternativa que traz ganhos ao imóvel.


Fonte: Jornal do Brasil




Veja idéias para deixar sua casa mais saudável

Casa-vitrine, cheia de objetos bonitos, não é sinônimo de "casa saudável". A expressão é empregada na geobiologia, que estuda o impacto dos ambientes no homem.



"Estudos comprovam que as cores das paredes, a altura do teto, a iluminação e os produtos químicos usados na limpeza são determinantes para a saúde", diz Allan Lopes, fundador do Instituto Brasileiro de Geobiologia.
"Mas nunca pensamos que estamos cansados porque o teto do escritório é baixo e a luz é clara."
Para a arquitetura, imóvel vivo começa na boa estrutura e inclui espaços integrados, de forma que todos os ambientes sejam aproveitados. Cômodo vazio, além de desperdício, é sinal de que o lugar não atrai.
Usar todos os espaços também é uma das 12 regras em "A Casa Terapêutica", livro que ensina a aumentar a saúde do lar. Outra regra é não abusar da monotonia branca nas paredes --com a qual concordam os especialistas ouvidos aqui (eles dão, a seguir, seus truques para deixar a casa "sarada").
Para a escritora Letícia Braga, autora de "O Prazer de Ficar em Casa" (Casa da Palavra, 80 págs.,R$ 16), deixar o ambiente mais convidativo requer mais esforço do que dinheiro. "Muita gente escolhe materiais sintéticos e sem graça para ter menos trabalho. Mas devemos ter trabalho, não? Devemos querer cuidar da nossa casa, passamos boa parte do tempo lá."


                                 Daniel Marenco/Folhapress
Banheiro-delícia, em São Paulo; projeto é uma criação coletiva de Guto Requena, Maurício Arruda e Tatiana Sakurai
Banheiro-delícia, em São Paulo; projeto é uma criação coletiva de Guto Requena, Maurício Arruda e Tatiana Sakurai


                                                                          

SINCRONIZE LUZ E RITMO BIOLÓGICO

Casa bem iluminada não é só uma questão de decoração. Luz e sombra têm relação direta com ritmo biológico.
"Associamos tons amarelados e alaranjados do entardecer com o repouso e branco e azul com um estado maior de atividade. Essa é uma pista para determinar o que é aconchegante", diz Gilberto Franco, arquiteto especialista em iluminação.
Pensando nisso, aproveite a iluminação natural e prefira lâmpadas de cores quentes para salas e quartos (há lâmpadas fluorescentes amarelas). Em lavanderias e cozinhas, as brancas vão bem. Permitir a variação de luminosidade também é bom.
Coloque mais de um ponto de luz em cada cômodo. Não economize em luminárias, que suavizam e mudam o tom da luz. Instale interruptores (dimmers) que dosam a luminosidade ou, em um mesmo ambiente, coloque várias luzes independentes.



EVITE PERSIANAS TIPO 'CONSULTÓRIO'

Persianas de metal e estofados de tecidos sintéticos são funcionais, mas deixam a casa com cara de consultório médico. Nem sempre o que é mais fácil de limpar é confortável. Procure almofadas, cortinas e sofás com apelo tátil, gostosos de pegar. "Fibras naturais são mais convidativas", diz o arquiteto Maurício Arruda.
Lençóis de algodão são mais fofos do que os de microfibra, assim como os sofás de tecido ou couro.
Quem tem algum tipo de alergia respiratória e quiser fugir do poliéster antialérgico pode investir em tapetes feitos com fibras de garrafa pet, fofos e fáceis de lavar.
Para aumentar a sensação de bem-estar, a decoradora Neza Cesar dá a ideia de usar água de passar roupa com essência de lavanda nos lençóis. Em banheiros e lavabos, experimente borrifar as essências de capim-santo ou flor de laranjeira, bem mais agradáveis do que o cheiro de desinfetantes pesados.

                                   Karime Xavier/Folhapress
Um pouco de desordem dá vida, não faz mal a ninguém, diz o arquiteto Marco Donini: "É estimulante uma casa onde objetos e móveis não têm lugares certos, mas circulam e estão sempre disponíveis"; na foto, estante com CDs na casa do arquiteto, em SP
Um pouco de desordem dá vida, diz o arquiteto Marco Donini; na foto, estante com CDs na casa do arquiteto, em SP



ESQUEÇA A DECORAÇÃO DE REVISTA


Não é difícil (nem caro) decorar seu espaço. "Uma casa saudável tem a cara de quem mora ali, reflete a personalidade, não é padronizada", diz o arquiteto Guto Requena.
Escolha objetos que significam algo para você, reforme móveis antigos, deixe à mostra objetos queridos ou de família.
É fundamental não se prender a modas, diz o o arquiteto Marco Donini. "Decoração em exagero, principalmente quando segue cartilhas e modismos, é uma armadilha."
Nada proíbe você de ter uma casa cheia de coisas, mas é bom deixar espaços vazios. Ambientes mais limpos visualmente acalmam os sentidos, relaxam a mente.



DEIXE O AR ENTRAR E ROLAR

Garantir a circulação de ar é uma das primeiras regras para uma casa "terapêutica". O ideal é que os ambientes tenham grandes entradas de ar em lados alternados, para que haja circulação, explica o arquiteto Rodrigo Marcondes Ferraz, do escritório FGMF.
Quando possível, deixe portas e janelas abertas. A falta de ventilação ajuda a juntar umidade e facilita a proliferação de fungos e ácaros. Ar fresco ajuda até a prevenir gripes e resfriados, de acordo com o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Quem usa ar-condicionado deve ficar de olho se a manutenção está em dia. Mesmo se estiver em dia, prefira a ventilação natural.
Armários e closets devem ter vãos livres para que o ar circule. Se ainda assim a umidade for insistente, uma boa ideia é colocar no armário e nas gavetas bolinhas de cedro ou pedaços de giz de lousa.



DEVAGAR COM O PISO FRIO

Piso frio não tem esse nome por acaso. E colocá-lo em todo lugar é um dos erros mais comuns.
Um dos exemplos é o abuso do porcelanato, aquele piso brilhante.
"As pessoas optam pelo porcelanato por ser fácil de limpar, mas aí usam em todos os cômodos e a casa fica fria e monótona", diz o arquiteto Maurício Arruda.
Aí não há tapete que resolva. Nos quartos e sala, prefira pisos de madeira, que deixam o ambiente mais convidativo, principalmente no inverno.





                                              Carlos Cecconello/Folhapress
 
Para aumentar o conforto, vista a sua casa de acordo com as estações do ano
                                             
MUITA TINTA, MAS POUCA QUÍMICA

Casa toda branca (ou bege) é um tédio. "Fica sem personalidade", diz o arquiteto Guto Requena. Para ele, não há cor que não possa ir à parede. "Azul, preto, rosa", enumera. "O maior erro é o medo."
Cores frias (azul e verde, por exemplo) dão a impressão de que o ambiente é maior e ajudam a relaxar. Cores quentes dão mais energia, mas podem não ser uma boa ideia em locais com temperaturas mais altas.

E não precisa fazer uma revolução: pintar uma parede já muda completamente o ambiente. "Quem não quer pintar a casa, pode usar móveis e objetos coloridos", sugere a decoradora Neza Cesar.
É importante escolher uma tinta pouco tóxica e com menos cheiro, o que ajuda a evitar alergias respiratórias. Prefira as que usam solventes à base de água. Solventes químicos, como o tíner, evaporam e pioram a qualidade do ar mesmo depois que a tinta já está seca. As tintas acrílicas são menos tóxicas do que as tintas tipo esmalte e látex.



BARREIRAS VERDES DE PROTEÇÃO

Quem não se sente melhor na companhia de um vasinho de flor? "É barato, fácil de comprar e muda a cara do cômodo", diz a paisagista Claudia Munõz. Qualquer violeta ou crisântemo de supermercado já ajuda.
Quem quer investir um pouquinho mais pode comprar orquídeas, que ficam com flores por até dois meses. As do tipo phalaenopsis não são caras, não exigem tantos cuidados e são vendidas em várias cores.
Outra flor boa de lidar é o lírio-da-paz. "Dá para ter dentro de casa, mas precisa de sol", alerta a paisagista Paula Galbi.
Para saber onde colocar a planta, a dica da paisagista é imaginar um ângulo de 45° a partir de uma janela até uma parede: essa é a distância máxima para deixar uma folhagem, árvore ou flor.
Dentro de casa, vão bem: palmeira camedória, filodendros (incluindo pacová) e árvore-da-felicidade.
Na varanda, cactos e plantas suculentas dão pouco trabalho. "Árvores frutíferas e folhagens exigem mais cuidados, mas ajudam a criar um isolamento mecânico contra a poluição do ar e sonora."
Quem gosta de ervas e temperos frescos pode ter vasos nas janelas da cozinha ou na varanda --se bater sol. Temperos não são muito fáceis de manter: precisam de luz e água todos os dias.



ÁGUA E SABÃO É A MELHOR MAGIA
                                                                                                                              Paula Giolito/Folhapress
Cozinha da designer Raquel Mendes, 27, no RJ
Uma casa terapêutica, que cumpre a função de ajudar você a recarregar sua energia, precisa ser muito limpa. Para isso, um planejamento de arrumação (diária, semanal ou mensal) é mais efetivo do que o uso de produtos de limpeza caros, segundo a especialista em organização Ingrid Lisboa.
O infectologista Stefan Cunha Ujvari explica que alguns cuidados podem livrar a casa do risco de contaminação por vírus e bactérias. Em quartos, sala e cozinha, limpe a sujeira sem usar desinfetantes poderosos. "Água e sabão comum resolvem."
Na pia da cozinha, não misture carnes cruas com saladas e frutas. Carnes podem ter larvas de parasitas. Separe na hora do preparo e, entre uma fase e outra, limpe o balcão com água e sabão. No banheiro, use desinfetantes ou produtos multiuso para piso, vaso e pia. Nesses locais há bactérias que causam infecções e diarréias.




CASA BOA DIFICULTA ACIDENTES

Para os mais velhos, a casa saudável é segura e prática. A fisioterapeuta Monica Rodrigues Perracini, especialista em gerontologia, diz que corredores e áreas de acesso às janelas devem ficar livres. Diz também que mesas de centro, vasos e bibelôs são obstáculos, é melhor eliminar.
No piso, evite estampas ou cores demais, que podem dificultar a percepção de profundidade. Prefira os antiderrapantes e de cores claras.
Tapetes aquecem o lugar, mas são difíceis de limpar. Não devem ser muito fofos (menos de 6 mm de altura), para nao dificultar a locomoção. Tapetes pequenos soltos pela casa, assim como fios, são proibidos.
Degraus e rampas devem ser bem iluminados. Corredores precisam de luzes de acesso à noite, banheiro idem.
E vale observar o conforto dos móveis, não só o design. Sofás de dois lugares são melhores, porque quem senta tem pelo menos um apoio de braço. Gabinetes e armários devem permitir o acesso a objetos localizados na altura da cintura e não devem ter muita profundidade.




                                 





                                   Daniel Marenco/Folhapress 

O advogado e designer Fábio Mota, 34, de SP
 


"TENHO PLANTAS EM TODOS OS ESPAÇOS, ELAS DÃO VIDA"

O advogado Fábio Mota, 34, está há um ano e meio em seu apartamento na Vila Madalena, em SP. Foi ele que pensou no conceito do projeto: o terraço, que tinha um escritório e uma lavanderia, virou um espaço com plantas e redes. "Queria um apartamento urbano, mas que fosse amplo e com muitas plantas." No jardim privativo do quarto, ele manteve a jabuticabeira que já estava ali. "É um dos meus lugares favoritos." Outro é o banheiro, que tem vista  para a avenida Paulista e é iluminado com ajuda de  
velas.



"SÓ ESCOLHI OS MÓVEIS DEPOIS DE SENTIR O ESPAÇO"     
                                                                                                                             Paula Giolito/Folhapress  
A designer Raquel Mendes, 27, em seu apartamento, no RJ
Quando se mudou para um apartamento de 59 m2, a designer Raquel Mendes, 27, só tinha uma cama. "Quis escolher os móveis só depois de conhecer e sentir o espaço." Com o tempo, foi colocando peças antigas reformadas misturadas a objetos de design e lembranças de viagens. As paredes azuis e verdes da sala e do escritório foram escolhidas para deixar o ambiente maior e mais fresco. Uma estante enorme de madeira guarda todos os livros e bibelôs. "É o móvel mais marcante da casa."




Fonte: Folha.com/equilíbrio e saúde,
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

Imóvel seguro: entrevistas com ladrões confrontam conceitos


”Pesquisas da Polícia Militar do Paraná realizadas com assaltantes atestam que imóveis cercados por muros altos oferecem certa tranqüilidade para o ataque”
Se você fosse negociar a venda de duas casas, sendo uma delas disposta em um terreno totalmente murado, e a outra, apenas cercada por portões baixos, visível por qualquer pessoa, em sua opinião, qual das duas ofereceria mais segurança a um pretenso comprador?
Se você optou pela primeira, talvez seja preciso rever seus conceitos sobre prevenção do crime através da arquitetura.
Muitos acreditam que residências com muros altos podem inibir a ação de criminosos, mas as estatísticas comprovam justamente o contrário.
Pesquisas da Polícia Militar (PM) do Paraná realizadas com assaltantes atestam que imóveis cercados por muros altos oferecem certa tranqüilidade para o ataque, visto que a ação dos bandidos não pode ser vista por alguém de fora da propriedade.
Quando se trata de conceitos arquitetônicos, a ocasião pode, sim, fazer o ladrão, à medida que proporcione fatores atrativos à ação desses criminosos. E o crime, na maioria das vezes, surge da oportunidade oferecida pela própria vítima.
Um imóvel ao lado de um terreno baldio, por exemplo, é preferência de 21% dos criminosos entrevistados pela pesquisa da PM do Paraná. Outros 20% afirmaram escolher locais com pouca luminosidade; e 18% preferem áreas com cantos escuros.
Assim, um bom começo para nos sentirmos mais seguros seria manter os ambientes bem visíveis e iluminados, uma medida simples que pode contribuir para minimizar a criminalidade.
Em geral, o levantamento da polícia também constatou que os bandidos são bons escaladores. Em 60% dos assaltos estudados, o método empregado pelo ladrão foi a escalada; e em 20% houve o uso de chaves falsas. No entanto, 12% dos moradores de casas assaltadas facilitaram a ação dos criminosos, deixando os portões abertos.
Imóveis com várias portas e janelas voltadas para a frente da casa, ao contrário do que parece, oferecem melhor proteção aos seus moradores. Afinal, dessa forma, quem entra ou sai da residência pode ser visto também por aqueles que estão passando na rua.
Além disso, verificar as guarnições e a resistência das portas e janelas externas é expediente necessário para evitar arrombamentos. Cada detalhe pode fazer a diferença e dificultar – ou contribuir para – a ação dos bandidos.
A alocação de espelhos em pontos estratégicos, a instalação de um número maior de trancas e cadeados atrasando o trabalho dos ladrões; a eliminação de escadas ou objetos nos quintais que possam otimizar o acesso ou a saída do imóvel são medidas comuns, de baixo custo e de responsabilidade de cada cidadão.
A arquitetura contra o crime visa eliminar as chances e é uma metodologia conhecida e utilizada em muitos países, e somente agora parece ganhar espaço nas discussões em nosso país.
Se o controle de acesso às residências, a vigilância natural e o reforço territorial forem levados em conta como estratégias para a melhoria da segurança, sem dúvida estaremos trabalhando pela garantia de nosso patrimônio – seja este o de bens ou de vidas preservadas.
É preciso estar atento para que o projeto arquitetônico de um imóvel não acabe contribuindo para o famoso ‘tiro no pé’ – como no caso do muro alto que, ao invés de evitar a entrada do ladrão, faz com que ele aja sem o risco de ser visto.
Existem boas práticas para preservarmos nossos “ovos de ouro”, sem que coloquemos, inadvertidamente, a raposa para tomar conta do nosso galinheiro.

Veja no link abaixo mais dicas para maior segurança de sua casa de praia

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,AA1386665-5605,00-VEJA+DICAS+PARA+SEGURANCA+NA+CASA+DE+PRAIA.htm

Pinte seu telhado de branco!



Contra o aquecimento global, pinte o seu telhado de branco. Essa é a nova campanha do GBC (sigla em inglês para Conselho de Construções Verdes), “One Degree Less” (Um Grau a Menos), que promete, baseada em pesquisas ligadas ao Departamento de Energia dos EUA, diminuir a temperatura interna das casas em até 6°C. (Já da pra economizar no ar-condicionado e no ventilador!).

A organização, que promove o uso de tecnologias sustentáveis na construção civil pelo mundo, defende que a cor branca reflete até 90% dos raios solares, assim pode diminuir também o consumo de energia dentro do prédio em 20% a 70% e emitir menos gases de efeito estufa na atmosfera. De quebra, a solução promete diminuir o aquecimento global em 1% se pelo menos 30% a 40% das casas pintarem de branco seus tetos.

A proposta, no entanto, não é tão milagrosa quanto pretende ser. Outros cientistas contestam a campanha ao afirmar que, apesar de a cerâmica absorver 90% dos raios solares, tornando o ambiente mais quente, a produção maior de tinta também agride o meio ambiente, além de custar mais caro. Uma solução sugerida é um sistema de ventilação entre o forro e o teto, que amenizaria a absorção de calor.

Fonte:http://www.sustentanet.com.br/sustenta/campanha-defende-telhados-brancos-contra-mudancas-climaticas.html

A Arquitetura da Felicidade





"Você pensa que a filosofia é difícil, mas (...) ela não é nada comparada com a dificuldade de ser um bom arquiteto", dizia o filósofo Wittgenstein. O escritor suíço Alain de Botton, também filósofo, concordando com isso, arremata a idéia: "todo estilo arquitetônico fala de uma compreensão de felicidade." Sucesso de público e de crítica em todo o mundo por sua maneira peculiar de falar de filosofia a partir de aspectos da vida cotidiana, De Botton lança "A Arquitetura da Felicidade", onde faz uma espécie de Feng Shui da contemporaneidade, analisando como o estilo e a aparência de cada construção e os objetos que a preenchem afetam a sensibilidade, o humor e até mesmo a personalidade dos homens. Para o autor, muito sobre o estado de espírito de alguém é dito pelo ambiente que o cerca. Em outras palavras, as pessoas são influenciadas de forma profunda e decisiva pela arquitetura à sua volta, seja a do lar, a do trabalho ou a das ruas. Alain de Botton sugere que a arquitetura é capaz de modificar nossas vidas afetivas ou profissionais, influenciando o modo de ser e de sentir de cada um. Para ele, o que procuramos numa obra arquitetônica não está distante daquilo que buscamos num amigo - e amigos, como casas, são escolhidos pelo bem-estar.



Leia mais no livro A Arquitetura da Felicidade ISBN: 9788532521606
Autor: Botton, Alain de
Editora:Rocco
Prazo de entrega: em até 4 dias úteis
Preço: R$ 42,00 + frete

Compre o livro na Livraria Saraiva, on line:http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=1972167&ID=C925652F7D706190F20290694

Piscina sem cloro e seus benefícios.





A maioria dos usuários de piscina conhecem bem os efeitos do cloro ao utilizarem piscinas, tanto em suas residências, quanto em clubes, ou parques. O uso da piscina é algo prazeroso, o que nos faz esquecer, ou pelo menos, fazer passar despercebido o quanto o cloro na água é desagradável, tanto para os cabelos, como para a pele e também para os olhos. Imagine a possibilidade de desfrutar de uma piscina, sem o desconforto que o cloro causa para alguns, principalmente aos alérgicos ao produto.
Existem outros processos de tratamento para piscinas,tais como salinização, ozônio, UV e Ionizador.Segundo especialistas o processo que é mais saudável e que tem o melhor custo benefício é o ionizador, pois é o que tem menor custo de manutenção mensal.

IONIZADOR:

É um tratamento automático através de íons metálicos de cobre e prata e que durante o processo de recirculação os íons são produzidos e lançados na água. Não dá cheiro e nem gosto na água. O cobre combate as algas e a prata elimina os fungos e bactérias . Os íons são estáveis e não são dissipados mesmo que a piscina esteja aquecida ou até mesmo em dias ensolarados. O tratamento com íons mantem residual ativo que protege a água durante os períodos em que o equipamento de recirculação estiver desligado. Esse tratamento para água potável foi desenvolvida pela NASA.


Fonte: http://www.piscinasjoy.com.br/acessorios/piscina-sem-cloro.html

Reversible Destiny: As casas coloridas do Japão

Pintando sua casa




Se você está pensando em dar um novo visual à sua casa ou apartamento, nada mais simples e eficiente que mudar a cor da(s) parede(s) de um ou mais ambientes.
Mas, como saber o tipo de tinta mais indicado?
Qual cor é a mais indicada?
É verdade que determinada cor pode trazer certas sensações?
Aqui vão algumas dicas preciosas:


Tipos de tintas existentes no mercado:

• Látex Acrílico: Pode ser usado em paredes de alvenaria, tanto interna quanto externamente. Apresenta três tipos de acabamento, podendo ser fosco, acetinado ou semi-brilho, sendo que as duas últimas permitem uma limpeza sem marcas, mas não disfarçam tanto as imperfeições da parede. É o mais indicado para áreas onde há maresia.

• Látex PVA: Também pode ser usado tanto em áreas internas como externas, mas a durabilidade é um pouco menor que o acrílico. O acabamento é em fosco aveludado.

• Resina acrílica, silicones e vernizes: São indicados para lugares onde haja água, infiltrações e umidade.

• Tinta para fachada: Esta tinta acompanha eventuais movimentações da construção. São bem mais duráveis que as tintas comuns, podendo chegar a durar até vinte anos.

• Tinta para azulejos: Apesar do forte cheiro, pois é feita à base de epóxi, esta tinta é uma ótima opção para quem não quer quebra-quebra em banheiros ou cozinhas. Leva 72 horas para secar e pode ser limpada com água e detergente neutro.


Cores mais indicadas:

Para o teto, o mais indicado é sempre o branco, pois dá uma sensação de profundidade. Evite usar o branco puro. O mercado apresenta várias tonalidades de branco. Tons escuros no teto dão impressão que o pé-direito é mais baixo.

Para espaços pequenos prefira sempre os tons claros e frios que sempre ampliam os ambientes. Ao contrário, as cores quentes e fortes reduzem os ambientes, pois dão a sensação de proximidade.

Nos dormitórios, procure sempre adotar as cores mais luminosas e menos saturadas.

Se você deseja adotar cores mais vibrantes, use-as em lugares reservados a atividades calmas, como leitura, música. Porém, não use em todo ambiente. As paredes para onde os assentos estiverem voltados devem ser pintadas com cores claras.

Se a intenção é criar um ambiente aconchegante, use cores quentes, como laranja, vermelho, mesmo em áreas pequenas. Lógico que não precisa ser no ambiente inteiro.

Você acha monótono pintar um ambiente inteiro com uma única cor? Pinte, então, uma ou duas paredes, sendo que o ponto de partida pode ser uma peça de mobiliário que você queira destacar.

Composições da mesma cor, em diferentes tons, são harmoniosas e repousantes. Elas devem ter o mesmo valor tonal.


O poder das cores:

Amarelo: - Está ligado a criatividade. Ativa o raciocínio e a comunicação. Indicado para ser usado em escritórios, cantos de estudos e bibliotecas. Quando usado em áreas de estar deixa as pessoas mais relaxadas e extrovertidas.

Laranja: - Estimula o otimismo, a generosidade e o entusiasmo, ajudando a levantar o astral. Age sobre o sistema digestivo, despertando apetite. Pode ser utilizada em áreas de refeições.

Vermelho: - É o tom das emoções. Pode despertar tanto a sexualidade quanto a agressividade. Portanto, cuidado ao utilizá-lo. Prefira as pequenas doses.

Azul: - Sendo uma cor fria, tranqüiliza os ânimos e favorece a amabilidade, a paciência e a serenidade. Se muito intenso, leva à introspecção e até a depressão. Procure usar em tons mais suaves.

Violeta: - Diretamente relacionada à intuição e espiritualidade. Próprio para lugares de meditação, mas assim como o azul, se usado em tonalidades muito fortes pode agravar o estado depressivo.

Verde: - Representa esperança e abundância. É a cor do equilíbrio, não agitando nem relaxando demais. Estimula o silêncio e ameniza o stress.

Preto: Expressa agressividade, dando sensações de distância e isolamento. Se presente apenas em detalhes fica chique e sofisticado.

Branco: Sensação de limpeza, frescor e claridade. Se o ambiente for completamente branco pode tornar-se monótono e hostil, levando à dispersão.


Agora que você já tem uma ligeira noção sobre pinturas, que tal ousar e dar nova vida a seu ambiente?!!!


Fonte: http://www.belemmulher.hpg.ig.com.br/casa_jard_facavocemesmo_pintando.htm
Autora:Simone Goltcher
Administradora de empresas e decoradora - ABD

Imagem : www.apftv.pt

Imóvel novo... ou usado?


O que pesar na balança para saber se vale a pena, ser o primeiro proprietário de um apartamento ou se é melhor adquirir um mais antigo.
Os músicos Myrthes e Natan Marques estão de mudança para um apartamento em Perdizes, na zona oeste da capital paulista. O imóvel não possui nenhum equipamento de lazer, em contraste com a fartura do prédio onde o casal mora atualmente, no bairro vizinho de Sumarezinho, um condomínio que conta com playground, piscina, quadra esportiva, academia e churrasqueira. “Quando nosso filho era ainda uma criança, fazíamos as festinhas de aniversário na área da churrasqueira”, diz Myrthes. “Mas hoje ele tem 19 anos e não passa mais as tardes na piscina ou jogando bola.” O casal tinha a opção de adquirir um imóvel novo com ainda mais serviços ou procurar um apartamento usado. Pesando os prós e os contras, Myrthes e o marido chegaram à conclusão de que valia a pena comprar um imóvel mais antigo, de 190 metros quadrados — praticamente o dobro do tamanho do atual. Para compensar a ausência de opções de lazer, o futuro endereço tem cômodos mais espaçosos, janelas amplas e pé-direito alto.
Em grandes cidades, como São Paulo, o tamanho médio dos apartamentos encolheu em torno de 20% nos últimos 25 anos, de acordo com estimativa do empresário Maurício Eugênio, da consultoria Elite Inteligência Imobiliária. Para quem valoriza o espaço e não está disposto a gastar mais por isso, como é o caso de Myrthes e Natan, a melhor alternativa é comprar um imóvel mais antigo. Em geral, um imóvel que nunca foi habitado custa pelo menos 30% mais que um usado em excelente estado de conservação, do mesmo tamanho e na mesma região. Essa diferença tende a aumentar porque, antes de receber os moradores, os imóveis zero-quilômetro precisam de acabamentos, revestimentos e itens como armários, gabinetes, louças de banheiro e de cozinha, chuveiros, espelhos de luz e tomadas — detalhes que, dependendo da qualidade do acabamento e das peças, podem representar um gasto adicional de até 30% do valor do imóvel.
Embora os imóveis em prédios recém-construídos sejam mais caros, eles têm a vantagem da liquidez. Como a demanda por apartamentos com até sete anos é grande, a revenda costuma ser, em média, mais rápida e mais próxima do preço pedido pelo proprietário. Outro ponto a favor dos novos é a taxa de valorização. Um levantamento do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) aponta que, em 2007, o preço dos imóveis usados subiu bem menos que o dos novos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, os usados tiveram valorização de cerca de 10% no ano passado. Já os novos subiram 19% em bairros de maior potencial, como Tatuapé e Morumbi. Levando-se em conta a projeção de que esses percentuais serão mantidos nessa proporção nos próximos anos, não resta dúvida de que os imóveis novos são mais atraentes do ponto de vista estritamente financeiro. “O problema é que a aquisição da casa onde sua família vai morar não é mera aplicação financeira, não dá para pensar apenas no possível retorno que dará”, diz Sergio Manoel Correa, consultor financeiro da LLA Investimentos. Correa argumenta que a casa própria precisa, acima de tudo, atender aos anseios dos moradores. “É o caso de uma pessoa que gosta de morar no térreo ou no 1o andar para ficar de frente para a copa de árvores ou para não precisar pegar o elevador”, diz Correa. “Alguns dirão que os andares altos são os mais valorizados, mas é preciso privilegiar a qualidade de vida e a felicidade do morador no dia-a-dia.”
Na tentativa de seduzir os potenciais compradores, as construtoras têm projetado prédios para atender às necessidades da vida moderna. Os cômodos já vêm preparados para a instalação de ar-condicionado e são repletos de pontos de saída de luz (tomadas), de telefonia e de TV a cabo. A cozinha tem nichos para receber fornos de microondas e lavadoras de pratos. Na garagem, o número de vagas é maior do que nos imóveis usados — um apartamento de quatro dormitórios costuma ter ao menos três vagas.
Num prédio mais novo, é comum a segurança contar com circuitos internos de vídeo e profissionais de empresa especializada que fazem ronda 24 horas por dia. A estrutura de lazer — que pode incluir salas para balé e musculação, piscina para hidroginástica, brinquedoteca e lan house — elimina o inconveniente dos deslocamentos em grandes cidades. É por isso que, enquanto Myrthes e Natan decidiram migrar para um imóvel mais velho, o casal Francisco e Daniela Sanches resolveu trilhar o caminho inverso. Eles aguardam ansiosamente a conclusão das obras de um apartamento que compraram num condomínio no bairro da Aclimação, na zona sul de São Paulo. Um dos maiores atrativos é o playground, onde seus dois filhos poderão brincar em segurança.
O que você procura?
Compare as principais vantagens da compra de um imóvel novo ou usado
Novo
Mais moderno, tem mais liquidez se você decidir revender o imóvel
O espaço é distribuído de forma mais funcional, com terraço integrado à sala e suítes
Possui mais equipamentos de lazer e esportes e serviços de conveniência
Usado
Você tem maior poder para barganhar descontos no valor de aquisição
Tem acabamento e itens básicos ausentes num imóvel novo, como gabinetes e armários
Tem cômodos mais amplos. Em geral, o pé-direito é mais alto e as janelas são maiores
Os dois exemplos acima mostram que a escolha de um imóvel novo ou usado depende das prioridades e das necessidades de cada um. Se a pessoa busca espaço e preço, o imóvel antigo pode ser a alternativa mais interessante, de maneira geral. Se ela valoriza mais a conveniência e a infra-estrutura de lazer, o imóvel novo tende a ser a melhor opção. Há vários outros aspectos para analisar e colocar na balança. Um deles é o valor do condomínio. A exemplo do que ocorre com um carro com vários anos de fabricação, um imóvel usado se deteriora mais rapidamente e pode exigir gastos imediatos com pintura e manutenção de tubulações e rede elétrica. “Para comprar um imóvel com mais de 30 anos, é preciso redobrar a atenção com a qualidade dos material usado”, diz o consultor Eugênio, da Elite Inteligência Imobiliária. Os prédios novos são administrados por empresas especializadas, o que, teoricamente, aumenta a chance de manter os custos sob controle. Os gastos com a estrutura e os equipamentos são geralmente rateados entre um número alto de unidades, o que reduz o valor que cabe a cada morador.
Por Juliana Garçon
http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0925/investimentospessoais2008/m0166299.html



http://www.efetivaimoveis.com.br/Link

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