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ALGUMA COISA ACONTECE - Tudo muda no corpo e na mente quando estamos na praia

Enquanto estudos ainda tentam comprovar cientificamente, as mais diversas experiências pessoais não deixam dúvida: tudo muda no corpo (e na mente) quando estamos na praia

Há alguns meses, cruzando os dados do último Censo inglês, pesquisadores do European Centre for Environment & Human Health, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, fizeram uma descoberta curiosa, ainda que não exatamente surpreendente: quanto mais perto do mar as pessoas vivem, melhor é a avaliação que fazem da própria saúde. Isso significa que as populações litorâneas sejam, de fato e sempre, mais saudáveis que as do interior? Não. Mas significa que elas se sentem muito melhor na própria pele.
Se as praias inglesas são capazes de proporcionar sensação tão nítida de bem-estar, imagine na Jamaica – ou aqui. Mas ainda resta entender o que o estudo não explica. Quais são os estímulos e mecanismos específicos que fazem da praia um ambiente particularmente eficiente para descomprimir e recarregar baterias? O que ela tem que revigora, acelera convalescenças, acalma, esquenta a alma, contenta?
Como observou o principal autor do estudo, Ben Wheeler, são surpreendentemente poucas as evidências científicas que atestem quais aspectos fisiológicos são afetados quando estamos na praia. Ao divulgar sua pesquisa, em abril de 2012, o Wheeler teve o cuidado de declarar: “O estudo sugere que há um efeito positivo na saúde, mas não pode comprovar causa e efeito”. Para ele, é preciso realizar estudos mais sofisticados para desvendar razões que expliquem o que está sugerido. Mas a conclusão já abre espaço para tentarmos descobrir como cada ambiente natural atua sobre o organismo humano. As sugestões do estudo ganharam na mídia europeia diversas interpretações. Surgiram desde explicações mais óbvias – do convite ao exercício físico prazeroso que a praia proporciona à carga de iodo do ar marinho, que estimula o intelecto e reduz a fadiga – a tentativas de aprofundamento: boiar no mar, por exemplo, faria o sangue refluir dos membros para o abdôme, aumentando a oxigenação do cérebro; os íons negativos do ar marinho equilibrariam nossa serotonina, melhorando humor e sono; e o som das ondas alteraria o padrão da atividade cerebral, levando a um relaxamento profundo e, no fim das contas, revigorante.
O neurocientista brasiliense Sidarta Ribeiro, 41 anos, não tem notícia de estudos conclusivos a respeito do tema, mas põe sua mão no fogo por essa última hipótese: “Tenho certeza de que, se colocássemos uma pessoa para dormir na praia e fizéssemos uma polissonografia [o registro detalhado da atividade elétrica cerebral], veríamos uma sincronização entre as ondas cerebrais e as ondas do mar”. Homenageado pelo Prêmio Trip Transformadores de 2007 e diretor do Instituto do Cérebro da UFRN, em Natal, ele aposta que esse efeito terapêutico, que organiza a atividade cerebral e induz ao sono, é só um dos benefícios de viver com o “marzão na janela”, como ele. “Tem um custo morar na praia, levo tempo pra chegar no trabalho, mas acordar e olhar um horizonte aberto não tem preço, porque equilibra. Já sabemos que a mente é porosa. O ambiente ajuda a pensar e a sentir.”
Marcos Vilas Boas
Alguma coisa acontece...

Observar ventos e marés foi outro hábito que o cientista adquiriu, e que o ajuda a “conectar-se com o ritmo do planeta”. “É um ambiente cheio de informação. Aos poucos, você percebe que há uma ordem nas coisas naturais. E isso mexe com estruturas profundas da gente”, explica. “Evoluímos na natureza. Há 20 mil anos conhecemos o mar, a chuva, o sol. Viver em apartamentos de 30 metros quadrados é algo que começamos a fazer há relativamente pouco tempo. Por isso estressa: não estamos adaptados ainda”.
“A praia, sozinha, não faz a mágica”, diz o mestre de ioga uruguaio Pedro Kupfer, 46 anos. “Tem gente que consegue ficar estressada nos lugares mais paradisíacos, que vai em busca de tranquilidade e fica enfurecida por só encontrar trânsito e barulho. Mas se a pessoa tem um mínimo de sensibilidade, vai vivenciar os benefícios da proximidade com o mar.”
Surfista com um gosto muito particular para praias – prefere as “desertas, rochosas, frias e de paisagem cinza “ –, ele mesmo não fica mais que alguns dias longe do mar, e chega a recusar trabalho para não ter que fazê-lo. “Preciso de um horizonte para olhar e tenho uma relação muito física com o mar”, explica. “A praia ‘reseta’ a mente. Ela recarrega as baterias porque é um lugar cheio de elementos da natureza e de energias em movimento: o vento que desloca as massas de ar, marés que sobem e descem, ondas que passam e arrebentam. Tudo isso ativa nosso dínamo”. A exposição do corpo aos agentes naturais é um dos pontos para a pesquisadora carioca Lygia da Veiga Pereira, que tornam a praia uma experiência mais completa de prazer do que, por exemplo, o campo. “Na praia a gente fica pelado, praticamente. É muito raro que nosso corpo fique tão exposto e seja tão tocado. As ondas são um carinho no corpo”, diz.
“quem tem um mínimo de sensibilidade, vai se beneficiar de viver próximo ao mar”
Adepta da prancha de standup, ela gosta de se afastar da praia para sentir, só e no silêncio, a “enormidade” do mar. “Amo praia. Vivi até os 22 anos no Rio. Nos fins-de-semana descia para tomar café já de biquíni”. Morando em São Paulo, onde dirige o Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da USP, às vezes embatuca diante da decisão de alugar uma casa no Litoral Norte – e enfrentar o trânsito. “Mas quando a gente se vê lá, sempre conclui que vale a pena.”
“Fico emocionada na praia. Na medida do digno, volto à infância. Além de linda, a praia é lúdica. É uma situação que mexe com todos os sentidos de uma forma deliciosa: o calor do sol, a textura da areia, o contato com a água, a beleza do mar, o movimento e o barulho das ondas, o cheiro de maresia, o gosto de sal”, reflete. “Talvez isso se traduza, de alguma forma, em estímulos positivos para nosso cérebro”.
Sócio e VP de Criação da agência Loducca, em São Paulo, o publicitário Guga Ketzer, de 37 anos, redescobriu a conexão com o mar que tinha na infância – e da qual se esqueceu ao mudar-se para São Paulo. Dez anos depois da mudança, ao passar uma temporada de férias no Havaí, Guga teve praticamente uma epifania: percebeu o quanto aquilo era vital e transformador. Faz três anos que isso aconteceu e, desde então, ele aluga a mesma casa de frente para o mar em Sunset, no litoral norte do Havaí, para passar um mês de férias com a mulher, a designer de joias Fabiana Malavazi. E assim pretende fazer todos os anos.
No mar, Guga vive uma experiência física que considera única e intransferível. “Não sinto a mesma coisa em um lago, uma represa ou debaixo de uma cachoeira. Brisa, cheiro do sal, caminhada na areia: é esse conjunto que me atrai”, conta. Mais do que a experiência física, a conexão havaiana representou uma jornada espiritual: ao reconectar-se com o mar, entendeu a sensação de não estar no comando, que lhe trouxe um novo olhar sobre a vida e a carreira. Andando descalço e vivendo com pouco, entendeu o tédio consumista. E, finalmente, religou-se ao ritmo natural da vida. “Praia pra mim é voltar ao mínimo. Meu quarto no Havaí não tem nem cortina: você dorme com a lua e acorda quando a luz chega. Você entra no ciclo do lugar, e não o contrário”, observa ele, que abomina a ideia, tão em voga, de fazer da praia uma extensão do que já se vive na cidade – cheia de serviços, trânsito de carros e prédios em frente ao mar.
“Morar na praia traz uma alienação do bem”, diz o escritor Mario Prata, que trocou São Paulo por Florianópolis há 12 anos. “Não leio notícia de Israel há muitos anos, por exemplo. Esse assunto me dá urticária. Tenho pouco tempo de vida, não posso desperdiçar com Gaza.” Na ilha, com o mar na janela da frente a Mata Atlântica na janela de trás, parou de fumar depois de 50 anos e aprendeu a respirar de novo, ajudado pelo ar puro e as caminhadas na praia. “Aqui faz um puta sol. A temperatura é sempre 2 graus abaixo do Rio e 2 graus acima de São Paulo. Em setembro, tirei a meia. Meia agora, só em maio”, ri. “Além disso, levo 35 minutos para chegar ao aeroporto, a 35 quilômetros. Se você der 5 paus para o manobrista, o cara fica feliz. E neguinho não buzina no trânsito, você não quer dar porrada nele, não fica com medo que ele te dê uma porrada. Tudo isso faz bem para a saúde”.
Mineiro de Uberaba, Prata não tem grande fetiche pelo mar, que viu pela primeira vez aos 16 anos. Mais do que o banho eventual, diz que o que faz diferença na vida é ter saído de São Paulo. Mas admite que contemplar o mar da sua varanda virou hábito diário. “Quando entrei em meu primeiro apartamento aqui, que era baratíssimo e tinha essa vista, pensei: Deus acredita em mim”.
Marcos Vilas Boas
Pablo Picasso e sua musa Françoise Gilot em Côte D’Azur, em foto clássica de Robert Capa: é o litoral mexendo com nossas estruturas
Pablo Picasso e sua musa Françoise Gilot em Côte D’Azur, em foto clássica de Robert Capa: é o litoral mexendo com nossas estruturas
Banho de mar: doce remédio
O banho de mar como o conhece-mos – modalidade de lazer coletiva, praticada sem restrições e quase sem roupa – ainda não tem cem anos. Mas há pelo menos dois milênios especula-se sobre o poder curativo da água marinha. No século 1 a.C., Hipócrates já a indicava no tratamento de afecções pruriginosas.
É o que lembra Leopoldino de Vasconcellos na dissertação que apresentou à Escola Médico-Cirúrgica do Porto, em 1907. À época, o banho de mar terapêutico estava em voga na Europa. Médicos franceses e alemães o indicavam para tratar escorbuto, icterícia, problemas gastrointestinais, até tuberculose.
Coube à família real portuguesa lançar a moda aqui. Dom João VI beneficiou-se da ação antibiótica da água do mar para curar uma mordida de carrapato inflamada. O rei banhava a perna (parece que nunca tomou banho de corpo inteiro) na então cristalina (e hoje aterrada) praia do Caju.
A “praiaterapia” chegaria ao século 20. “Os anêmicos, os escrofulosos, os convalescentes em geral melhoram muito com os banhos de mar”, escreve o doutor Plínio Olinto na Revista da semana, em 1915. Ele atribui o sucesso do tratamento ao “movimento das ondas” e adverte: “Não há necessidade de mergulhos, nem pulos, nem gritos, nem prolongados esforços de natação”.
Ilhas para não morrer tão cedo
O arquipélago de Okinawa, no Japão, abriga a população feminina mais longeva do mundo. Em Ikaria, ilha grega, os homens têm quatro vezes mais chances de chegar aos 90 anos do que nos Estados Unidos, além de sofrer menos de depressão e demência. Na península de Nicoya, Costa Rica, vive-se mais do que a média porque morre-se menos na meia-idade. A Sardenha, ilha italiana, tem a maior concentração de homens centenários da Terra. E em Loma Linda, Califórnia, uma comunidade de adventistas do sétimo dia vive, em média, dez anos mais que os demais americanos.
Descobertos em uma pesquisa da National Geographic Society, coordenada pelo educador e documentarista americano Dan Buettner, esses “bolsões de longevidade” não foram apelidados de Zonas Azuis à toa. De todos, só Loma Linda não fica no mar.
Curiosamente, a praia tem pouco peso entre os fatores que Buttner arrola no livro The Blue Zones: Lessons for Living Longer from the People Who’ve Lived the Longest. Se o ambiente natural estimula a atividade física, o que faz com que essas comunidades vivam mais é uma combinação de fatores que inclui dieta fresca, laços sociais e familiares sólidos, mecanismos antiestresse (sestas, meditação) e um senso de propósito, religioso ou não, afirma.
Fonte: Revista Trip 217, Texto: Teté Martinho | Fotos: Marcos Vilas Boas

TERAPIA DO MAR

             

TALASSOTERAPIA

O Termo talassoterapia é um termo formado a partir de duas palavras gregas: Thalassa que significa mar e Therapéia tratamento. Na antiga Grécia já se utilizava os benefícios da água salgada para fins terapêuticos. A água salgada possui grande número de oligoelementos, iodo e aminoácidos.

Compreende os benefícios que se pode obter do hábito do banho de mar tomado na praia, sobretudo compreende aplicações terapêuticas feitas no mar considerando três fatores que estão presentes quando o indivíduo se expõe a ação terapêutica natural do meio marinho: o ar ambiente, as radiações solares e a água salgada com objetivo de prevenir e tratar doenças.

A ação da água salgada é exercida pela própria pressão da água. A sessão pode ocorrer tanto na praia como na piscina com água salgada, seguindo-se de estado de descontração muscular e articular assim como a estimulação da circulação dos vasos sanguíneos periféricos. Age sobre o metabolismo orgânico, facilita a assimilação de alimentos como a desassimilação age desintoxicando. Tem efeito tônico, estimulante, reconstituinte e relaxante. O contato com o banho frio, o poder terapêutico da água salgada penetra através da pele seguindo como resultado uma maior oxigenação sobre o conjunto do organismo. Os elementos minerais contidos na água salgada vão se infiltrar através do tecido cutâneo realizando remineralização do organismo.

Indicação: doenças do sistema osteo-articular (as várias doenças reumáticas) aliviando as dores, trata doenças do sistema nervoso, as seqüelas de traumatismos por acidentes, estresse, depressão, celulite, tabagismo.

Contra-indicação: para doenças renais, hepáticas, hipertensos crônicos, aqueles que sofrem de hipertireoidismo, flebite e tuberculosos.

Conduta no tratamento:
Para quem não estiver adaptada ao clima marinho, sobretudo se estiver convalescendo, ou criança ou pessoa idosa deve-se primeiramente fazer a adaptação ao ambiente. Primeiramente:
Fase de adaptação: Primeiros dois dias, exposição as radiações solares e ao ambiente por pouco tempo quinze minutos que deverá ser entre 6:00 e 9:00hs, fazendo uso de protetor solar. (caso a pessoa não esteja acostumada ao ambiente marinho).
Terceiro dia: Os primeiros banhos deverão ser feitos as primeiras horas da manhã com curta duração quatro a cinco minutos podendo chegar a vinte minutos.

Durante o banho é necessário que a pessoa tratada faça alguns movimentos para aquecimento do corpo todo, depois entre na água mergulhando o corpo todo com bastante cuidado. Dentro da água do mar, deve fazer movimentos lentos ou nadar que favorece a tonificação muscular e cardíaca. Ao sair secar se ao sol fazendo exercícios respiratórios.

É um tratamento sem custo que pode ser feito aproveitando nosso extenso litoral. No entanto no Mundo (França, Portugal, Espanha, Tunísia etc) e no Brasil sofisticaram esta técnica simples trazendo para dentro das clínicas estéticas, spas e Hotéis sofisticados com o acréscimo de produtos cosméticos e agregando outras práticas complementares a saúde como diversos tipos de massagem (shiatsu, do-in, massagem ayurvédica, drenagem linfática etc.), o uso dos óleos essênciais (aromaterapia), ioga, cremes a base de algas marinhas e argila atribuindo também a esta forma mais sofisticada e cara o nome de Talassoterapia.

                                                                     

                                                    O efeito desintoxicante dos minerais
Remineralizante, revitalizante, anti-infecciosa, anti-stresse e analgésica, a água do mar é um remédio milagroso que ajuda a prevenir e a tratar diversas patologias, nomeadamente as invernais. Fonte infinita de ferro, magnésio, sódio, cálcio, zinco, cobre, entre outros, ajuda a combater carências, estimula as defesas do organismo, bem como a microcirculação cutânea e a tonicidade da epiderme. Destaque para o iodo, presente em muitos produtos cosméticos drenantes, que tem um papel importante no metabolismo das gorduras com as suas propriedades desintoxicantes .
O efeito esfoliante do sal
Já certamente reparou que depois de banhos de mar, se deixar secar sem se limpar, se forma sobre a pele uma camada de sal, verdadeiro concentrado de minerais purificantes e remineralizantes. Mais grossos ou mais finos, os grãos de sal estimulam a epiderme, dinamizam a microcirculação e favorecem o rejuvenescimento celular. Inspirados nos tratamentos de spa, os cosméticos com sal marinho ajudam a eliminar as células mortas que se formam sobre a pele.
O que pode fazer
--> Caminhe com os pés descalços. Este gesto proporciona às plantas dos pés uma massagem relaxante natural.
--> Mergulhe os pés na água do mar. A sensação de frio provoca uma constrição das veias que estimulam a circulação de retorno.
--> Para lutar contra a celulite e melhorar a circulação sanguínea, caminhe dentro da água (que deve dar pelo meio da perna) pelo menos um quarto de hora, diariamente.
--> Nadar é um dos desportos mais completos. Entre os seus múltiplos benefícios está a melhoria da capacidade respiratória, o que pressupõe uma melhor oxigenação e um aumento dos glóbulos vermelhos no sangue na ordem dos 10%.
Os poderes da brisa marítima
Os ares da praias foram desde sempre recomendados para combater a fadiga e coadjuvar na convalescênçia de doenças. O clima marítimo é muito saudável e puro.
Um passeio à beira-mar oferece uma quantidade enorme de oxigênio, que ajuda a limpar os pulmões, e os salpicos das ondas estão carregados de ions negativos que afastam o stresse. Com a poluição das cidades, estes ions são substituídos pelos positivos, que por sua vez carregam o ar de electricidade nefasta para o sistema nervoso. 


















PRAIA APROXIMA



Indiscutivelmente, praia aproxima. Quando estamos na praia, de férias, queremos estar próximos da família e dos amigos.

É claro que para toda regra existem excessões, como aquele parente mala e aquele certo "amigo" chiclete e não equipado de desconfiômetro. Mas ainda assim, é fato, praia aproxima as pessoas.
Explicação? Não sei bem, mas há vários bons motivos, fazendo uma conta de somar: férias, verão, gente passeando, se divertindo... Todos com o firme compromisso de não fazer absolutamente nada relacionado ao trabalho...e, claro, praia.
E praia também integra regiões, Estados e até países. Aqui no Paraná podemos dizer, sem exagero, que a praia funciona como uma espécie de secretaria da integração, sem nenhum custo e livre das promessas e mentiras dos políticos profissionais.
Das comemorações do Ano Novo até fim do Carnaval, passeando por Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná você encontra gente de todas as regiões do Paraná, de outros Estados e países. Durante a temporada de verão você tem a possibilidade de conhecer e conviver com gente das mais variadas culturas, aqui no litoral paranaense.
Semana passada fui convidado pra um churrasco em Caiobá. Os anfitriões, um casal de Londrina, para quem vendemos uma bela cobertura logo no início de dezembro. Lá conheci pessoas de Curitiba, Paranavaí, Francisco Beltrão, Joinville e até uma família de hermanos nossos, de Buenos Aires. Durante o tempo que estive lá, a conversa dominante foi sobre carnes e jeitos de fazer o bom churrasco. O astral estava ótimo. Me diverti muito e, de lambuja, ainda aprendi umas boas receitas...

Quer participar de algumas dessas jornadas de integração humana, pelos próximos anos? É fácil. Basta navegar nos sites abaixo e escolher o seu imóvel.
Até logo.

Marco Dias

http://www.atuanteimobiliaria.com.br/
http://www.efetivaimoveis.com.br/




Conheça 10 motivos para curtir a praia de Guaratuba no inverno.



Lá se foi a temporada de verão e já está quase chegando o inverno, a maior parte das pessoas que curtiram o verão na praia acham que nesta época não se tem o que fazer no litoral. Mas, quem é do tipo que segura o dinheiro até o instante derradeiro, sabe que esta é a melhor época para ir à praia. É isso mesmo. Uma forma de garantir o lazer e fazer economia.

Quantas vezes você não chegou em um restaurante no litoral durante o verão e quase caiu para trás com o preço da porção de camarão? Optou por ficar ali mesmo e demorou meia hora para conseguir uma mesa, tendo que fazer malabarismos no banheiro depois de encarar uma fila gigante?Sem contar o tempo que demorou antes para achar uma vaga para estacionar. É o retrato da praia no verão.

Por isso, listamos 10 motivos para você pegar as suas coisas e partir para o nosso litoral no começo do inverno.

Motivos para curtir o inverno na praia de Guaratuba:

1 – Estradas livres - Sabe aquele trânsito infernal que a maioria dos turistas pega indo ao Litoral nos feriadões prolongados? Não existe durante o inverno. Dá pra fazer até “bate-e-volta”. Numa boa.

2 - Preços - Se não caem pela metade, diminuem bastante. E o garçom, que antes parecia tão grosseiro e apressado, vai fazer de tudo para tratá-lo bem (a última cerveja, que vem gelada, pode até ficar por conta da casa). Além disso, é possível pagar por uma hospedagem realmente legal.

3 - Sossego - No inverno, a praia é praticamente sua: além de estar mais limpa, permite que você fique mais à vontade,sem se preocupar se não está 100% em forma , afinal não há quase ninguém para observar você. E estender a toalha em qualquer ponto da areia aproveitando apenas o barulho do mar.

4 – Tempo (acredite se quiser) - Dificilmente chove. As chances de ficar dentro de casa todo o fim de semana, optando pelo abençoado baralho, é maior no verão.

5 – Situação - É romântico. Praia deserta, à noite, combina com violão e fogueira.

6 – Saúde - Fazer exercícios na praia durante o inverno é algo que atrai até os mais sedentários. Caminhadas pela orla permitem bons momentos de relaxamento sem muito suor e sem o risco de ficar com insolação; as bicicletas não se trombam na rua e principalmente na ciclovia.

7 – Compras - Você pode, finalmente, conferir com calma todas aquelas barraquinhas de artesanato e brincos e voltar para a casa sem a sensação de ter visitado uma feira marroquina.

8 – Mar irado - O inverno garante boas ondas para quem é adepto do surfe.

9 – Visita ao que nunca viu - Já que entrar no mar para alguns vira desafio,digo para alguns porque as águas das praias do nosso litoral não são geladas como as do litoral Catarinense por exemplo.Mas se este é o seu caso, você não vai sentir remorso se substituir a ida à praia por um passeio de barco pela baía de Guaratuba ou um passeio pelos pontos turísticos da cidade:Igreja Matriz, Fonte e capela de Nossa Senhora de Lourdes, Largo da Carioca, Morro do Cristo, Cabaraquara (Restaurante Vivere Parvo e Sítio Sambaqui-cultivo de ostras e restaurante),etc.

10 – Festas - Durante a baixa-temporada em Guaratuba temos algumas festas religiosas que movimentam a cidade, como em muitas cidades do interior. Cujos os atrativos além de apresentações musicais e bailes são principalmente gastronômicos. Aquele camarão gigante, cujo preço normalmente supera o tamanho do seu bolso, pode virar realidade no seu prato.A principal festa é a do Divino que se realiza do dia 10 à 19 de Julho na praça central junto à Igreja Matriz, além desta temos a festa do pescador no bairro Piçarras e outras mais.

Quer mais motivos que estes, então faça suas malas e venha descobrir, com certeza não será difícil.Aloha!!!

CARNAVAL 2009 GUARATUBA VAI FERVER!!!


A prefeitura de Guaratuba, através da Secretaria de Turismo, promete uma grande festa de carnaval para este ano. Diversas novidades serão apresentadas, entre elas cinco dias de folia e a tradicional Banda de Guaratuba, fazendo deste evento o maior e melhor carnaval de todos os tempos.A folia começará no dia 20, sexta-feira, e seguirá até o dia 24, terça-feira. Outra novidade é que o carnaval será realizado na Avenida Atlântica, na beira mar, e na Avenida 29 de Abril, com trios elétricos animando os foliões durante todo o dia. Durante o período de festa a Avenida ficará fechada para veículos, proporcionando mais tranqüilidade aos pais e às crianças que quiserem brincar o carnaval, a idéia é resgatar e tornar o carnaval de Guaratuba um evento familiar.Além disso, a tradicional Banda de Guaratuba estará de volta, comemorando 27 anos de avenida, na segunda-feira, dia 23. Seu desfile será na Avenida 29 de Abril, que terá uma grande infra-estrutura para receber os foliões. Serão disponibilizados camarotes, com capacidade para até cem pessoas cada um, que poderão ser adquiridos em pontos de venda definidos pela Prefeitura. A Prefeitura de Guaratuba conta com o apoio e colaboração do comércio local, do Porto Beach Fun, do trio Canibal I e II e de outros trios para a realização do Carnaval 2009.Considerado um dos melhores e maiores carnavais do Sul do país, são esperadas mais de 500 mil pessoas nos cinco dias. Só para a Banda a expectativa é de um público de 250 mil pessoas.
Fonte:Portal Oficial do Município de Guaratuba

Veja a programação no link abaixo.

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Secretaria do Meio Ambiente garantirá proteção e qualidade ambiental na Operação Viva o Verão 2009


Como nas demais temporadas, neste ano a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - por meio de suas autarquias Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) – irá garantir a proteção e a qualidade ambiental do litoral paranaense durante a Operação Viva o Verão 2009.Para isso, trabalhará na limpeza da orla e coleta de lixo, na fiscalização e combate aos danos contra a fauna e flora e no monitoramento da qualidade da água para banho nas praias. Também estão programadas diversas ações de educação ambiental, como os passeios ecoturísticos oferecidos pelo Projetos Caiçara e as sessões de Cinema e Teatro na Areia.

Leia mais em:http://www.vivaoverao.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=24
http://www.imobiliariaefetiva.com.br/Link

Imagens da Cidade de Guaratuba

Crônicas da praia



Crônicas da praia I


O Mar



É bom estar assim. Nada para fazer a não ser sentir o mar. O cheiro do mar tem um tempero que os cozinheiros desconhecem, um sabor que os peixes mais apetitosos deixam apenas adivinhar,

um som que os cristais mais puros não são capazes de produzir.O cheiro do mar é quente como o sol que tosta a pele, deixando plantadas sementes de sal.O cheiro do mar é um odor intenso e por vezes profundo, como profunda é a mais longínqua escuridão, perdida em lugares nunca sequer imaginados.O cheiro do mar, é apenas isso: um cheiro. O mar é que é tudo o resto, esta imensidão que me hipnotiza.


por:Luz Rosa-Portugal







Crônicas da praia II







A PESCA DO PEIXE-BOI

28 de janeiro de 2007
Luizinho e Zé Barrica, eram amigos hà muitos anos, caiçaras de Guaratuba eram pescadores profissionais do litoral paranaense. Todos os dias, ainda bem cedinho saiam para tirar do mar o sustento da família. Certo dia foram soltar suas redes lá pros lados da Ilha das Garças, lugar bom de robalo.
A intenção era pegar alguns de bom tamanho já que no dia seguinte seria aniversário do filho do Luizinho e a data seria comemorada com um almoço para toda a família. Lá chegando soltaram suas redes e ficaram conversando sobre como seria a festa. Na hora certa, começaram a recolher as redes e sentiram que estava muito pesada. Os dois já tinham feito boas pescarias, mas aquela deveria ser a melhor de todas. A força que estavam fazendo era muito grande, além do normal. A festa estaria garantida, com fartura de peixe para todos os convidados.
A rede estava sendo recolhida e os braços até doendo em função do esforço. Enquanto a rede se aproximava do barco aconteceu a coisa mais esquisita do mundo, quando viram nem acreditaram, Zé Barrica chegou a sentar no barco, Luizinho ficou branco. Dentro da água, enroscado na rede um búfalo, cansado, mas ainda com vida. Sem ter o que fazer, e após se recuperarem do susto, amarraram a cabeça do bicho para fora da água e levaram o grandalhão para terra firme. Olha, faltou gente para ver. A vila inteira se aglomerou em volta dos dois, quer dizer, dos três.
Ao examinarem melhor, perceberam que o grandão estava com a pata quebrada, o veterinário que chegou logo depois explicou que o búfalo deveria pertencer a alguma fazenda próxima da baia de Guaratuba, e que deveria ter ido beber água, tropeçou, quebrou a perna, caiu na água e ficou boiando até se enroscar na rede. Disse ainda que como a perna estava quebrada não teria jeito e o coitadinho teria que ser sacrificado. Só tempo depois perceberam que a rede estava toda rasgada e não tinha vindo nada de peixe.
No dia seguinte o almoço de aniversário aconteceu mesmo sem peixe, mas a festa estava super animada, todos felizes. Afinal, carne de búfalo também é muito gostosa. Lá pelas tantas um convidado brincou ,perguntou do peixe e o Luizinho respondeu: - Está aí, é um peixe-boi, quer dizer, peixe-búfalo.
Eu também estava nessa festa, pena que não tirei nenhuma fotografia, mas posso garantir. Que aconteceu, aconteceu.


Chico Lambari




Crônicas da praia III

A CASA DE PRAIA

Fincado sólido o sobrado a duas quadras da praia.Lambris se sobrepunham à alvenaria. Na frente, um tímido gramado com coqueiros e figueiras. Da primeira varanda, com piso de ladrilho vermelho, a primavera de uma floreira sempre carregada de flores perenes, e antes de chegar ao alpendre três vigas de concreto apontando o céu como um dedo em riste.Da entrada ao fundo o chão de pedras irregulares ganhava o espaço livre do quintal até chegar ao desenho de quadrado de grama e sobre ela outra figueira, dois limoeiros e arbustos de pimentas. A vegetação da área refrescava a casinha de bomba d’água. No esforço emergia do poço uma água amarela trazendo consigo o cheiro forte de enxofre. Corria dentro da casa uma nobre escada de madeira com tapete de veludo levando aos quartos.
A parede, das costas de quem vencia os degraus, modelava uma pequena janela com parapeito por dentro servindo de base para uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. A imagem da santa foi posta ali depois de um enxame de abelha europa. Primeiro diziam serem abelhas africanas, pretas, assassinas. O cacho de abelha era antigo. Começou diminuto e foi crescendo, aumentando. A cada verão de nossa ida à casa de praia aquele cacho parecia inflado desde a última estada; e em um dos verões as abelhas começaram a guerrear entre si.
Aprendi, de olhos arregalados, boquiaberto, surpreso e tomado de um medo invisível, a palavra enxame. A professora da escola ensinava substantivos. Eu sabia o que era colméia, o que eram abelhas, o que era favo e o que era mel. Mas não sabia da fúria de um enxame. Quando vi pela primeira vez, sentado naquela noite de verão, com o corpo ardido do sol das férias, o que realmente era um enxame, me lembrei da professora; via sua silhueta entre o fogo ateado pelo homem do corpo de bombeiro e o enorme cacho de abelhas. Ouvia os zunidos de todas elas. Gritos de guerra, de morte.
Os vizinhos haviam fechado as entradas de suas casas. Com medo, por si e pelas crianças, minhas amigas.
Desejei ficar na escada, protegido pela casa de praia toda fechada. Desejei ver por entre a pequena vidraça a cruzada das abelhas. Sentia-me protegido pela imagem da santa de Aparecida do Norte.
No final, o homem do fogo, um soldado só abatendo aquelas milhares de abelhas, tirou o capacete, sorriu pra mim e fez com a mão, não me lembro qual, o sinal de positivo com o dedo polegar. Depois desceu de sua escada. Fui até a rua cheia de gente ao redor dos baldes de alumínio pelas bocas de favos. Fartavam-se de tanto mel. Peguei um pedaço de favo, mas tinha gosto de fogo, de abelha morta, de luta. Desisti e joguei fora.
A família reunida discutia o destino a ser dado para a casa de praia.
Eu me lembrava dos bons momentos passados por ela. Os verões. Os amigos de infância. As brincadeiras. Os caranguejos. As pescarias. A guerra das abelhas. As queimaduras de sol. A água salgada. A prostração da vida.
Da reunião foi resolvido: dois iriam à casa de praia para ver seu estado. Saber das dívidas de impostos, do valor da venda. O primeiro nome levantado foi o meu. Ironia que o destino me prega a cada passo de vida. Mais alguém comigo: o marido de minha prima.
Às quatro horas da madrugada já estava de pé, na calçada com uma mochila na mão, esperando. Às quatro e dez ele apontou na esquina, deu sinal de luz e eu entrei no Ford cinza jogando a mochila no banco de trás. Imediatamente Romualdo pôs em meu colo a caixa de CDs, dizendo pra escolher. Começamos com Djavan.
De Londrina a Guaratuba o trecho é de uma boa pernada. Cerca de quinhentos quilômetros, contando com a travessia de balsa.
A primeira parada para um café, logo na Holandesa, após uma hora de estrada. Um lanche rápido e seguimos viagem direto a Curitiba, onde tornarmos a parar. Um almoço prolongado, tentando evitar o encontro com tanto passado naquela casa de praia. Falávamos de tudo, menos da casa. Menos da intenção de colocá-la à venda. Minha infância estava ali dentro. Parte da vida da mulher de Romualdo também estava na casa.
Na travessia da balsa ficamos longe. Um na proa e o outro na popa. A baía de Guaratuba é sensual. Tem cheiro bom. Tem vista firme e alegre. Diria até secular em torno de suas pequenas ilhas. E éramos as ilhas naquela sórdida missão.
A casa de praia, hoje velha, parece olhar desconfiada. Olho de velho, sabedor das coisas da vida, das maldades, das artimanhas, das sacanagens. Casa velha calejada pelos passos e vozes de tanta gente acolhida.
Abro toda a casa. Ela nos recebe igual, mesmo com astutos olhos, com seus gonzos enferrujados e barulhentos, chiando, gemendo, de braços abertos, tal qual fazia nos antigos verões. Ando por seus caminhos, cômodos com cheiro de passado. Os lambris estão derrubados por ataque violento de cupim. Insetos invadindo o vetusto sobrado de praia.
O corretor de imóveis, para avaliação de valor monetário, aporta logo na entrada. Faz anotações.
Vista e avaliada, entro para fechar janelas e portas. Paro na escada e encaro a janela. Somente a imagem da santa, imóvel, numa vigília quase eterna, silenciosa. Fecho os olhos e busco o enxame de abelhas. Enxame.
Agora somos nós, em verdadeiro enxame de gentes, de família. Nosso cruel enxame.


Por:Carlos Alberto Francovig Filho








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