Como foi 2012 para o mercado imobiliário e as expectativas para 2013


O ano de 2012 foi marcado por uma estabilização do mercado imobiliário. Nos últimos anos o setor passou por um “boom” insustentável a longo prazo. Os imóveis eram vendidos com muita velocidade e os preços alavancaram. Já em 2012, a economia brasileira não teve o crescimento esperado, por isso, a demanda ficou reduzida.

De fato, este ano não pode ser considerado ruim. Nos anos anteriores, a valorização do mercado imobiliário chegou aos 70% . Em 2012 foi de 10%, alguns empresários podem reclamar, mas o fato é que eles estão mal acostumados. Esse valor representa a consolidação do setor no Brasil. O mercado de imóveis está conectado com a situação econômica do país. No segundo e no terceiro trimestre, as finanças brasileiras não andaram muito bem, contudo o setor continuou em alta.

Além disso, China e Estados Unidos passam por momentos de recuperação econômica. Europa e Argentina continuam em crise. Esse cenário mundial nada animador traz reflexos negativos ao mercado brasileiro. Em compensação, o número de novos consumidores com poder aquisitivo e crédito disponível continua crescendo. Isso evita uma estagnação do mercado.

Já para 2013, as perspectivas são um pouco melhores. O Brasil deve voltar a crescer, o que significa mais contratações, consumo e mais áreas de escritórios e galpões. Com isso, a media de renda per capita aumenta e o acesso aos financiamentos imobiliários ficam ainda mais facilitados.

Muitos imóveis vendidos nos anos anteriores serão entregues aos proprietários em 2013. Com isso, a população poderá notar mais facilmente o crescimento do setor e a verticalização das cidades. Os corretores devem estar desconfiados, porém o próximo ano deve ser um pouco melhor que 2012, mas nada comparável há dois ou três anos atrás.


16/01/2013
William Cruz – Colunista do PortaisImobiliários.com.br
REDIMOB - REDIMOB | Como foi 2012 para o mercado imobiliário e as expectativas para o próximo ano

Cidades verdes



Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito em “cidades verdes” como sinônimo de cidades sustentáveis, mas o conceito de desenvolvimento sustentável traz em si características, não apenas de respeito ao meio ambiente como também formas de atuação economicamente viável e socialmente justa.

No aspecto ecológico, devemos fazer um uso mais racional de nossos recursos naturais, como o consumo de energias renováveis, a redução de poluentes e de resíduos, além, é claro, da proteção ambiental. No viés econômico, temos que adotar uma gestão mais eficiente de nossos recursos financeiros, sejam eles públicos ou privados. Precisamos de um fluxo contínuo de investimentos públicos e privados para prover as plataformas de sustentabilidade e promover melhor distribuição de renda. E no social, incentivar a construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada, com melhor qualidade de vida, mais saúde e com a criação de oportunidades de educação e emprego.
Dentro dessas premissas, nosso grande desafio é promover o desenvolvimento sustentável, ou seja, crescer de forma ordenada, planejada, levando em conta o futuro desta e das gerações que virão. E, acreditem, o problema não está lá fora, no vizinho. Faz parte de nossa vida e está dentro de nossas casas, assim, como as soluções.
O estilo de vida que levamos atualmente tem a ver com geração de riquezas, de conhecimento, de longevidade, mas também com o alto acúmulo de lixo e de poluentes, com a alta taxa de impermeabilização do solo, com a degradação de córregos e rios, com a falta de segurança e com a difícil mobilidade urbana.
O crescimento desordenado de nossas cidades trouxe, ao invés de sustentabilidade, enchentes, desmatamento, ocupação de habitações em áreas de risco, desemprego e escassas oportunidades de trabalho próximo de casa, entre outras coisas. Os governos, sem a cooperação efetiva da sociedade, não conseguem conter esta realidade. É preciso o apoio de ONGs, Movimentos, Associações e, principalmente, da sociedade civil e das parcerias público-privadas.
Então não há saída à vista: ou mudamos nosso comportamento individual em relação à manutenção do planeta e reeducamos nossas atitudes com mais responsabilidade no consumo e na degradação ambiental ou arcamos com a culpa pela perda de qualidade de vida e, futuramente, pela escassez de recursos naturais, como água, energia e ar, elementos básicos para nossa sobrevivência.
Recentemente, a Rede Nossa São Paulo lançou o “Programa Cidades Sustentáveis”, cujo objetivo é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que possamos nos desenvolver de maneira econômica, social e ambientalmente sustentável. O programa oferece instrumentos e indicadores de sustentabilidade, propõe campanhas de mobilização para o voto mais consciente, e uma plataforma de intenções, para adesão dos candidatos aos cargos eletivos, que se comprometerem no engajamento do desenvolvimento sustentável. Essa grande pressão social visa os candidatos das eleições de 2012. Com isso, a expectativa é criar sociedades inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma boa qualidade de vida e que permitam a participação dos cidadãos em todos os aspectos relativos às atividades públicas.
O modelo foi pensado a partir de experiências europeias, mas no Brasil já temos casos de cidades que estão alinhadas com projetos sustentáveis. Curitiba, no Paraná, por exemplo, é considerada uma das 10 cidades mais sustentáveis de todo mundo. Diadema, na grande São Paulo, que há dez anos era um local com altíssimos índices de violência, adotou, em 2001, um Plano Municipal de Segurança, para reduzir os indicadores de criminalidade, especialmente homicídios, por meio de políticas de inclusão social, baseadas na prevenção, na melhoria da qualidade de vida e na promoção da cultura da paz junto à população. Os resultados já começam a aparecer: hoje a cidade reduziu em 60% na taxa de homicídios, em 55% a violência doméstica e de gênero, diminuiu em 80% os tratamentos sanitários de emergência e em 30% os acidentes de trânsito. Cubatão, na Baixada Santista, ficou conhecida, no passado, como a cidade mais poluídas do Brasil por sua vocação industrial. Pois bem, esse município transformou-se em exemplo no combate aos poluentes. Em 1992, recebeu da ONU o título de “Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental”.
São casos isolados, mas são iniciativas louváveis, que devem ser seguidas. Em São Paulo, megalópoles que todos conhecemos, já existem bairros planejados, que prezam pela sustentabilidade local. Esses bairros – e o Parque dos Príncipes é um deles – foram concebidos para facilitar a inter-relação entre os moradores, a amizade, as atividades de lazer e cultura, a qualidade de vida, o bem-estar social, a manutenção das áreas verdes e o incentivo a coleta seletiva, a segurança dos habitantes e, no sentido, de unir esforços nas reivindicações junto aos poderes públicos.
Isoladamente é mais difícil acompanhar o cumprimento das promessas dos governantes, mas as associações de bairro e de moradores podem promover ações comunitárias com mais facilidade e estabelecer modelos e políticas locais que satisfaçam as necessidades de cada logradouro.
O equilíbrio, entre o desejo da sociedade humana e as medidas de preservação da natureza, passa por um ecossistema que está, a cada dia, mais urbano. Somente pensando localmente se evitará o aumento da expansão urbana sem planejamento. A ideia de bairros planejados, auto-suficientes, pode contribuir e muito para a formação de cidades sustentáveis.
Parafraseando o grande arquiteto Oscar Niemeyer, “Não basta fazer uma cidade moderna; é preciso mudar a sociedade”. As cidades são constituídas por seus habitantes. Somente terão condições de mudar para melhor quando os hábitos e o modo de pensar das pessoas evoluírem, quando mudarem individualmente. Todas as cidades podem tornar-se sustentáveis, respeitando os direitos básicos de cada cidadão, desde que consigam a adesão de seus governantes e de sua população.
Alcançar o desenvolvimento e encontrar um modo de vida sustentável exige mudança de comportamento, acolhimento do outro e do ambiente em que se vive. Com esforço, educação e motivação, naturalmente e sem perceber, chegaremos ao patamar desejado de um mundo ideal, de respeito mútuo e de sustentabilidade.
* Reinaldo Franco é morador do Residencial Parque dos Príncipes (Butantã, São Paulo) e ocupa o cargo de presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP)

Fonte: portalvgv 27/02/2012, por Reinaldo Franco

O que é morar bem?


"Morar bem" pode ter vários significados diferentes... 
Para aqueles que não tiveram a chance de sequer ter um teto para morar, "morar bem" pode ser apenas "ter um bom colchão".
Para os que tiveram todas as chances, o conceito de "morar bem" vai se modificando durante a vida. No começo, o quarto do bebê, o gosto da mãe, a mesmice infantil. Depois, os primeiros desejos, as cores, o lugar de brincar. Mais tarde, os primeiros sintomas da personalidade, o quarto que se transforma num mundinho particular, a loucura. À medida que vamos crescendo, começamos a acumular - os discos, os livros, os cacarecos. Começamos a perceber que são estas as coisas que nos traduzem. Nossa casa vira um amontoado de lembranças, começamos a colecionar objetos, arte, inutilidades. "Morar bem" já não cabe em nosso espaço. Sentimos necessidade de exibir, de receber pessoas em casa, de aumentarmos a família. Enfim, de mais espaço. É tudo tão grande que os desencontros ficam mais frequentes, a solidão aumenta, o vazio torna-se insuportável. Amadurecemos, e o significado de "morar bem"continua a se modificar. Já não estamos tão satisfeitos assim, em nos perdermos dentro de nossa própria casa. Vamos chegando à última parte da vida, e bate uma vontade de sintetizar, jogar tudo fora, se desfazer, procurar a essência, se ver livre... finalmente. Daí, "morar bem" significa estar no menor espaço possível, ficar só com aquela peça que resume toda a coleção. Significa, a simples parede branca. É quando fica claro que não precisamos realmente de muita coisa. Nada muito além de um bom colchão.

- Isay Weinfeld -
arquiteto

Classe C já tem mais casas de veraneio que classe A

Pesquisa do Data Popular revela que 37% das casas de temporada pertencem a famílias com renda média de 2.374 reais

  
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São Paulo - Depois de conquistar a casa própria, a nova classe média brasileira agora realiza o sonho de ter um imóvel de veraneio. Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, os brasileiros com renda média domiciliar de 2.374 reais já são donos da maior parcela das casas de praia e de campo no Brasil – 37,1% dos imóveis pertencem à classe C.
O levantamento mostra que a classe C possui 1,46 milhão de casas e apartamentos de temporada, mais que a classe A (1,25 milhão) e que a classe B (1,23 milhão). 
A economia aquecida tem impulsionado muitos brasileiros a comprar sua segunda casa, diz o instituto. Enquanto o número de casas e apartamentos de veraneio no Brasil cresceu 46% na última década, o total de residências no país avançou 24% no período.
O Brasil tem hoje quase 4 milhões de casas e apartamentos de veraneio. O número representa cerca de 7% do total de moradias do Brasil, que é de 57 milhões. Dez anos atrás, o Brasil tinha 2,7 milhões de imóveis de veraneio e um total de 45,8 milhões de residências.
Segundo a pesquisa, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo são as capitais com maior número de pessoas que possuem casas de veraneio.

Carnaval de Guaratuba 2012, de 17 à 21/02.




Veja os detalhes do Carnaval Guaratuba 2012:O melhor carnaval do litoral paranaense terá 5 dias de folia na Av. 29 de abril: Sexta, Sábado, Domingo, Segunda e Terça.
Os trios elétricos seguirão pela Rua 29 de Abril.
No dia 20/02, dia da apresentação da Banda de Guaratuba, serão 3 trios elétricos, que seguirão o tradicional desfile, que este ano será especial.
A expectativa é de mais de 500 mil foliões nos 5 dias.
Só para a segunda-feira dia da Banda de Guaratuba, a expectativa é de um público de 250 a 300 mil pessoas.
Os comerciantes também esperam que o movimento se supere cada vez mais, devido à infraestrutura assegurada nessa temporada.
Um dos motivos para o otimismo é a garantia de segurança dos foliões, a Polícia Militar reforçará o policiamento.
Tudo isso para garantir um carnaval tranqüilo para todos que procurarem a nossa animada Guaratuba para se divertir e aproveitar os últimos dias do verão. 

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