Brasileiros buscam imóvel antes de saber se podem financiar

Brasileiros buscam imóvel antes de saber se podem financiar, só 17% iniciam busca pelo financiamento, diz estudo feito no Zap Imóveis.

'Quem vai 1º no financiamento sabe mais o que pode ter', diz especialista.

A maioria das pessoas que procura um financiamento imobiliário primeiro busca o imóvel de interesse para só depois saber se as parcelas e a renda necessária se enquadram à sua realidade, aponta estudo apresentado nesta segunda-feira (4) em evento promovido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) em parceria com o portal ZAP Imóveis.


De acordo com o estudo, apenas 17% dos interessados em financiamento imobiliário iniciaram o processo de pesquisa de um imóvel pelas páginas do financiamento, com o intuito de descobrir o valor da prestação e o total de crédito que podem conseguir.

Os 83% restantes fazem o movimento contrário, ou seja, primeiro buscam o imóvel para só depois descobrir se vão conseguir financiá-lo ou não.

O processo de compra de imóvel ainda é muito emocional, muita gente fica frustrada e acaba desistindo da compra do imóvel porque pensa 'o que eu quero não posso comprar'."Nós monitoramos as pessoas que estão buscando um imóvel e querem fazer financiamento (...), 83% começaram essa análise de financiamento só depois de terem pesquisado o imóvel antes, enquanto 17% fizeram o processo inverso, ou seja, o quanto eu consigo financiar para depois olhar o imóvel", explica o especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata, que apresentou o estudo. "Ela fala, adorei essa cobertura aqui nos Jardins, depois eu vou ver se posso pagar", diz.

Apesar de não existir uma regra, Prata orienta que o melhor é primeiro pesquisar qual tipo de imóvel é possível financiar, para depois iniciar as pesquisas. "Não tem muito certo e errado, o que tem é nivelamento com a realidade, quem vai primeiro no financiamento, tem mais clareza do que ele pode comprar, do que cabe no bolso", avalia.

Prata acredita, contudo, que pesquisar primeiro o financiamento é o melhor caminho, para não acontecerem futuras frustrações. "Começa primeiro vendo o quanto que pode pagar e quanto vai conseguir financiar. O processo de compra de imóvel ainda é muito emocional. Muita gente fica frustrada e acaba desistindo da compra do imóvel porque pensa 'o que eu quero não posso comprar'", avalia.

Fonte: Gabriela Gasparin
Do G1, em São Paulo

Carnaval numa boa: 10 dicas para um feriado consciente




Camila Konrath



Já está chegando mais um carnaval. O país inteiro entra em clima de festa e planeja viajar, comemorar com os amigos, assistir aos desfiles das escolas de samba, sair atrás dos blocos de rua, vale tudo para se divertir nesse feriado. Só o que não vale é poluir e destruir os locais da festa, não é, mesmo? Nosso retrospecto não tem nos favorecido muito, principalmente se lembrarmos das recentes festas de ano novo, quando diversas orlas do nosso Brasil foram tristemente ignoradas e deixadas numa sujeira vergonhosa. Vamos modificar com ações?



Curtir o carnaval não precisa ser sinônimo de irresponsabilidade e destruição. Podemos aproveitar todos os dias desse feriado com pequenos cuidados que mantêm o ambiente totalmente limpo quando formos embora. Confira abaixo as dicas para fazer um carnaval consciente:



1 – Economize no transporte.



Se for viajar de carro, ofereça carona para os amigos que vão ao mesmo destino ou fiquem pelo seu caminho. Esta atitude significa economia para o seu bolso e para o meio ambiente, qu deixa de receber os gases do efeito estufa, liberados pela queima de combustível. Além disso, menos carros fazem menos congestionamentos nas estradas



2 – Se for beber…



Já sabemos que beber e dirigir é um comportamento de alto risco, mas não custa lembrar. A lei está ainda mais rigorosa justamente porque a ingestão de bebidas alcoólicas altera severamente a capacidade de reação e torna todas as ações mais lentas. Você pode até dirigir bem devagar, mas se precisar desviar ou se defender de alguém em alta velocidade, provavelmente, não conseguirá. Portanto, vá de táxi.



3 – Leve camisinha



Agora, vamos parar de polemizar sobre quem deve ter a camisinha, se é o homem ou se a mulher devia levar, levem camisinha independente da sua identidade de gênero e teremos um carnaval mais satisfatório para todos. Além da gravidez (olhem os índices de filhos ‘fabricados’ no carnaval), a camisinha previne doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, o governo Federal já anunciou que vai distribuir milhões de camisinhas de forma gratuita aos foliões.



4 – Gaste energia comemorando



Se você for viajar, não esqueça de desligar os aparelhos das tomadas. O gasto de energia para aparelhos deixados no stand by é de 20 a 25% do total. Além disso, deixar os aparelhos desligados evita um possível curto-circuito que pode acontecer na sua ausência.



5 – Comida



Alimente-se bem. Cerveja e caipirinha não contam, ok? Coma bastante carboidrato e não se preocupe, pois eles serão gastos bem rápido.



6 – Hidratação 100%



É também, um velho conselho, mas funciona: beba bastante líquido durante a folia. Entre uma bebida alcoólica e outra, beba bastante água, suco de fruta, água de coco e isotônicos. A medida dá uma balanceada na glicose do corpo e afasta a ressaca forte.



7 – Lugar de lixo é no lixo



Lembre-se: você não está sozinho no mundo. Tente deixar os lugares pelos quais você passa, limpos. Se consumir algo, coloque num saco de lixo e leve até a lixeira mais próxima. O lixo deixado depois das festas de carnaval é um dos maiores problemas do feriado. Latas, garrafas, panfletos e copos ficam por toda parte, entupindo bueiros e aumentando o risco de enchentes, fora a poluição que acontece nos mares. Fique atento!



8 – Festa é festa, mas…



O bairro inteiro não precisa escutar o mesmo som que você. Ouça a sua música num volume que seja suficiente para o perímetro da sua casa e não vá até o centro ou beira da praia com o alto-falante do carro no máximo. Acredite: As pessoas não querem ouvir as músicas que você gosta.



9 – Seja cidadão



Viajando ou não, no feriado, quando estiver curtindo um carnaval na rua, respeite o espaço público. Fazer xixi em qualquer lugar, destruir placas de sinalização, orelhões ou invadir espaços nada tem a ver com diversão e sim, com falta de cidadania.



10 – E a fantasia?



Escolha uma roupa confortável e/ou bizarra e curta tudo que puder. Vale tirar do armário aquela roupa que você não usa mais ou confeccionar a fantasia com materiais que você tem em casa. Criatividade é tudo.



Agora é só aproveitar o feriado com as pessoas que você gosta e tudo será ótimo. Bom carnaval a todos!

http://pitangadigital.wordpress.com



Morar na Praia

Sol e mar são a combinação que reina nas férias da grande maioria das pessoas. E não há quem pegue a estrada de volta sem aquele aperto no coração. Durante aqueles dias à beira mar, quem nunca se pegou pensando “queria morar aqui”?
As vezes estamos em busca de um clima tranquilo e de maior qualidade de vida .
Outras vezes , a busca de um lugar melhor para morar. Mas as decisões acontecem de maneiras diferentes.
Não há no mundo lugar melhor do que a nossa casa. E se o conforto do lar se une a paisagens de tirar o fôlego, um clima ameno e uma brisa suave, a vida pode beirar à perfeição.
E isso não significa apenas acordar de manhã e dar de cara com uma paisagem fantástica. É mais ar puro, menos estresse, mais contato com a natureza e a possibilidade de praticar esportes ao ar livre. Sem contar que esse é o tipo de ambiente que inspira descontração, lazer, e divertimento e, aos poucos, vai tornando rotina os novos e mais saudáveis hábitos de vida.
A saúde é um ponto fundamental na qualidade de vida e o fato de se morar perto da praia contribui nesse aspecto, como comprovou um estudo feito pela Faculdade Península de Medicina e Odontologia, da Inglaterra. O estudo descobriu que quanto mais perto as pessoas vivem da costa, melhor é sua saúde. Um dos fatores é a produção de vitamina D pelo corpo, estimulada pelos raios ultravioleta do sol. Sem essa vitamina, aumenta-se o risco de doenças como o câncer.
Mas, afinal, não adianta você mudar de vida, se a vida não mudar ao seu redor.

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Como foi 2012 para o mercado imobiliário e as expectativas para 2013


O ano de 2012 foi marcado por uma estabilização do mercado imobiliário. Nos últimos anos o setor passou por um “boom” insustentável a longo prazo. Os imóveis eram vendidos com muita velocidade e os preços alavancaram. Já em 2012, a economia brasileira não teve o crescimento esperado, por isso, a demanda ficou reduzida.

De fato, este ano não pode ser considerado ruim. Nos anos anteriores, a valorização do mercado imobiliário chegou aos 70% . Em 2012 foi de 10%, alguns empresários podem reclamar, mas o fato é que eles estão mal acostumados. Esse valor representa a consolidação do setor no Brasil. O mercado de imóveis está conectado com a situação econômica do país. No segundo e no terceiro trimestre, as finanças brasileiras não andaram muito bem, contudo o setor continuou em alta.

Além disso, China e Estados Unidos passam por momentos de recuperação econômica. Europa e Argentina continuam em crise. Esse cenário mundial nada animador traz reflexos negativos ao mercado brasileiro. Em compensação, o número de novos consumidores com poder aquisitivo e crédito disponível continua crescendo. Isso evita uma estagnação do mercado.

Já para 2013, as perspectivas são um pouco melhores. O Brasil deve voltar a crescer, o que significa mais contratações, consumo e mais áreas de escritórios e galpões. Com isso, a media de renda per capita aumenta e o acesso aos financiamentos imobiliários ficam ainda mais facilitados.

Muitos imóveis vendidos nos anos anteriores serão entregues aos proprietários em 2013. Com isso, a população poderá notar mais facilmente o crescimento do setor e a verticalização das cidades. Os corretores devem estar desconfiados, porém o próximo ano deve ser um pouco melhor que 2012, mas nada comparável há dois ou três anos atrás.


16/01/2013
William Cruz – Colunista do PortaisImobiliários.com.br
REDIMOB - REDIMOB | Como foi 2012 para o mercado imobiliário e as expectativas para o próximo ano

Cidades verdes



Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito em “cidades verdes” como sinônimo de cidades sustentáveis, mas o conceito de desenvolvimento sustentável traz em si características, não apenas de respeito ao meio ambiente como também formas de atuação economicamente viável e socialmente justa.

No aspecto ecológico, devemos fazer um uso mais racional de nossos recursos naturais, como o consumo de energias renováveis, a redução de poluentes e de resíduos, além, é claro, da proteção ambiental. No viés econômico, temos que adotar uma gestão mais eficiente de nossos recursos financeiros, sejam eles públicos ou privados. Precisamos de um fluxo contínuo de investimentos públicos e privados para prover as plataformas de sustentabilidade e promover melhor distribuição de renda. E no social, incentivar a construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada, com melhor qualidade de vida, mais saúde e com a criação de oportunidades de educação e emprego.
Dentro dessas premissas, nosso grande desafio é promover o desenvolvimento sustentável, ou seja, crescer de forma ordenada, planejada, levando em conta o futuro desta e das gerações que virão. E, acreditem, o problema não está lá fora, no vizinho. Faz parte de nossa vida e está dentro de nossas casas, assim, como as soluções.
O estilo de vida que levamos atualmente tem a ver com geração de riquezas, de conhecimento, de longevidade, mas também com o alto acúmulo de lixo e de poluentes, com a alta taxa de impermeabilização do solo, com a degradação de córregos e rios, com a falta de segurança e com a difícil mobilidade urbana.
O crescimento desordenado de nossas cidades trouxe, ao invés de sustentabilidade, enchentes, desmatamento, ocupação de habitações em áreas de risco, desemprego e escassas oportunidades de trabalho próximo de casa, entre outras coisas. Os governos, sem a cooperação efetiva da sociedade, não conseguem conter esta realidade. É preciso o apoio de ONGs, Movimentos, Associações e, principalmente, da sociedade civil e das parcerias público-privadas.
Então não há saída à vista: ou mudamos nosso comportamento individual em relação à manutenção do planeta e reeducamos nossas atitudes com mais responsabilidade no consumo e na degradação ambiental ou arcamos com a culpa pela perda de qualidade de vida e, futuramente, pela escassez de recursos naturais, como água, energia e ar, elementos básicos para nossa sobrevivência.
Recentemente, a Rede Nossa São Paulo lançou o “Programa Cidades Sustentáveis”, cujo objetivo é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que possamos nos desenvolver de maneira econômica, social e ambientalmente sustentável. O programa oferece instrumentos e indicadores de sustentabilidade, propõe campanhas de mobilização para o voto mais consciente, e uma plataforma de intenções, para adesão dos candidatos aos cargos eletivos, que se comprometerem no engajamento do desenvolvimento sustentável. Essa grande pressão social visa os candidatos das eleições de 2012. Com isso, a expectativa é criar sociedades inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma boa qualidade de vida e que permitam a participação dos cidadãos em todos os aspectos relativos às atividades públicas.
O modelo foi pensado a partir de experiências europeias, mas no Brasil já temos casos de cidades que estão alinhadas com projetos sustentáveis. Curitiba, no Paraná, por exemplo, é considerada uma das 10 cidades mais sustentáveis de todo mundo. Diadema, na grande São Paulo, que há dez anos era um local com altíssimos índices de violência, adotou, em 2001, um Plano Municipal de Segurança, para reduzir os indicadores de criminalidade, especialmente homicídios, por meio de políticas de inclusão social, baseadas na prevenção, na melhoria da qualidade de vida e na promoção da cultura da paz junto à população. Os resultados já começam a aparecer: hoje a cidade reduziu em 60% na taxa de homicídios, em 55% a violência doméstica e de gênero, diminuiu em 80% os tratamentos sanitários de emergência e em 30% os acidentes de trânsito. Cubatão, na Baixada Santista, ficou conhecida, no passado, como a cidade mais poluídas do Brasil por sua vocação industrial. Pois bem, esse município transformou-se em exemplo no combate aos poluentes. Em 1992, recebeu da ONU o título de “Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental”.
São casos isolados, mas são iniciativas louváveis, que devem ser seguidas. Em São Paulo, megalópoles que todos conhecemos, já existem bairros planejados, que prezam pela sustentabilidade local. Esses bairros – e o Parque dos Príncipes é um deles – foram concebidos para facilitar a inter-relação entre os moradores, a amizade, as atividades de lazer e cultura, a qualidade de vida, o bem-estar social, a manutenção das áreas verdes e o incentivo a coleta seletiva, a segurança dos habitantes e, no sentido, de unir esforços nas reivindicações junto aos poderes públicos.
Isoladamente é mais difícil acompanhar o cumprimento das promessas dos governantes, mas as associações de bairro e de moradores podem promover ações comunitárias com mais facilidade e estabelecer modelos e políticas locais que satisfaçam as necessidades de cada logradouro.
O equilíbrio, entre o desejo da sociedade humana e as medidas de preservação da natureza, passa por um ecossistema que está, a cada dia, mais urbano. Somente pensando localmente se evitará o aumento da expansão urbana sem planejamento. A ideia de bairros planejados, auto-suficientes, pode contribuir e muito para a formação de cidades sustentáveis.
Parafraseando o grande arquiteto Oscar Niemeyer, “Não basta fazer uma cidade moderna; é preciso mudar a sociedade”. As cidades são constituídas por seus habitantes. Somente terão condições de mudar para melhor quando os hábitos e o modo de pensar das pessoas evoluírem, quando mudarem individualmente. Todas as cidades podem tornar-se sustentáveis, respeitando os direitos básicos de cada cidadão, desde que consigam a adesão de seus governantes e de sua população.
Alcançar o desenvolvimento e encontrar um modo de vida sustentável exige mudança de comportamento, acolhimento do outro e do ambiente em que se vive. Com esforço, educação e motivação, naturalmente e sem perceber, chegaremos ao patamar desejado de um mundo ideal, de respeito mútuo e de sustentabilidade.
* Reinaldo Franco é morador do Residencial Parque dos Príncipes (Butantã, São Paulo) e ocupa o cargo de presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP)

Fonte: portalvgv 27/02/2012, por Reinaldo Franco

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